30 de março de 2017

A transposição do abismo gramatical

danilo moraes
Um fato característico da Reforma foi o retomo à interpretação histórica e gramatical das Escrituras. Esse método contrapunha-se radicalmente ao esquema de interpretação bíblica que vinha sendo utilizado havia séculos: a concepção que desprezava o sentido gramatical normal dos termos e permitia que os leitores atribuíssem a palavras e frases o significado que desejassem.
                                 
As palavras, expressões e frases da Bíblia adquiriram muitos significados na Idade Média, e a objetividade foi-se perdendo. “Então, como a Bíblia podia ser uma revelação divina clara?”, perguntavam os reformadores.
Eles argumentavam que Deus havia transmitido sua verdade por escrito, empregando palavras e frases cujo sentido normal, evidente, o homem deveria ser capaz de compreender. Portanto, quanto melhor entendermos a gramática bíblica e o contexto histórico em que aquelas frases foram inicialmente comunicadas, tanto mais compreenderemos as verdades que Deus quis transmitir-nos.
Por que a interpretação gramatical é importante?
Vários fatores destacam a importância de atentar para a gramática bíblica (os significados de palavras e frases e a maneira como são combinadas).
A natureza da inspiração
Se cremos que a Bíblia foi verbalmente inspirada, então acreditamos que cada palavra nela contida é importante. Talvez nem todas as palavras e frases tenham a mesma importância, mas todas elas têm uma finalidade. Do contrário, por que Deus as teria incluído?

28 de março de 2017

Canaã

biblia de estudo arqueológica

danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

Hazor

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danilo moraes antigo testamento
Bíblia de Estudo Arqueológica


17 de março de 2017

R. K. Harrison - Leis Rituais

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LEIS RITUAIS 

O sangue sacrificial (17:1-16)

A matéria neste capítulo forma um suplemento à legislação conti­da nos sete primeiros capítulos do livro, e também tem conexão muito estreita com o capítulo 16. Desde a formulação da teoria Graf-Wellhausem da composição do Pentateuco, perto do fim do século XIX, a erudi­ção crítica-literária tem uniformemente considerado que Levítico 17 — 26 perfaz um assim-chamado “código de santidade” que, de acordo com esta teoria, foi acrescentado ao “documento” sacerdotal um pouco de­pois do tempo de Ezequiel.[1] Infelizmente, este ponto de vista não po­de ser apoiado por qualquer forma de evidência objetiva, e tem o demé­rito de separar esta matéria auxiliar que rege as leis rituais das preocupa­ções do livro como um todo, que é, sem dúvida alguma, um manual de santidade. Embora esteja na moda nos círculos crítico-literários ver ele­mentos “posteriores” na segunda metade de Levítico, mesmo assim é verdade que não há um só aspecto desta matéria legislativa que seja in­consistente com uma data de origem no segundo milênio a.C.

O capítulo começa com uma fórmula que é típica de Levítico (cf. Lv 1:1; 4:1; 6:1; 7:28, etc.), depois da qual trata de quatro situações em que o sacrifício e o consumo da carne estão envolvidos. Sua unidade com os capítulos anteriores é percebida na sua recapitulação das ques­tões discutidas anteriormente, (cf. Lv 7:26-27 e 17:10-15; 11:39-40 e 17:15-16), com ênfase especial dada ao significado do sangue no uso sa­crificial. Outra razão porque este capítulo tem pouca probabilidade de fazer parte de um “código de santidade” sacerdotal separado é que não diz virtualmente nada acerca do lugar dos sacerdotes na questão dos sa­crifícios. Pelo contrário, focaliza o papel do adorador comum no siste­ma sacrificial, e trata dos procedimentos corretos da imolação e das penalidades aplicáveis quando o sangue é usado erroneamente. Preocupa­ções higiênicas também fazem parte destacada da legislação a respeito da ingestão do sangue.

1-2. Uma fórmula introdutória indica que esta matéria, como as demais seções antes dela, tem a autoridade da revelação divina. Deve fa­zer parte do corpo sacerdotal de ensinos, e deve ser comunicada à nação inteira como mandamento da parte de Deus. Estas injunções, se forem guardadas, garantirão a continuidade do modo de vida distintivo de Is­rael, mas se forem desrespeitadas, a nação é advertida quanto ao castigo que se seguirá.

Parando o sol

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Bíblia de Estudo Arqueológica

16 de março de 2017

Gibeom

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Bíblia de Estudo Arqueológica

10 de março de 2017

Descobertas arqueológicas na cidade de Ai


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danilo moraes
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8 de março de 2017

FACULDADE DE TEOLOGIA

Estude Teologia

BACHAREL EM TEOLOGIA - ESTUDE TEOLOGIA

Estude Teologia

7 de março de 2017

VICTOR P. HAMILTON - Preparações para a Partida do Sinai - Números 1.1—10.10

victor hamilton danilo moraes
Preparações para a Partida do Sinai - Números 1.1—10.10 

Se, em certos aspectos, “Levítico” parece um título estranho para o terceiro livro do Pentateuco, o mesmo poderia ser dito sobre o título do quarto livro. “Números” vem de Numeri na Vulgata, ex­traído de Arithmoi, da Septuaginta. Existem, com certeza, conta­gens e listas de números ao longo desse livro (como, por exemplo, as listas dos censos, dos capítulos 1 e 26; e o censo dos levitas, nos capítulos 3 e 4), mas tais capítulos não são a regra de Números. 

Na Bíblia Hebraica, o título desse livro é “No Deserto”, extraído da quarta palavra do texto hebraico de Números 1.1 (“Falou mais o Senhor a Moisés, no deserto...”). O deserto, aquela faixa de terra quase desabitada entre Egito e Canaã, onde vemos Israel entrar em Êxodo 15.22, é o cenário geográfico de Números. Como tal, era um lugar onde o povo aprofundaria sua confiança no poder de Deus para suprir suas necessidades, ou duvidaria das capacidades e re­cursos de seu Deus. A medida que atravessassem essa zona inter­mediária “entre a libertação e o desterro”1, o deserto representaria para Israel ótimas possibilidades ou grandes problemas. 

É quase um consenso que o livro de Números deixa muito a desejar e é por demais enigmático na apresentação de seu material. 

Por esse motivo, B. A. Levine (1976: 634) o vê como “o menos coe­rente dos livros da Torá”. A visão de R. C. Dentan2 é semelhante: “Considerando que o livro não é de fato coeso nem foi composto de acordo com qualquer plano lógico ou predeterminado, qualquer esboço que lhe seja imposto terá de ser reconhecido como ampla­mente subjetivo e arbitrário”. Para citar ao menos um exemplo, os comentaristas tentam justificar o porquê de o capítulo 15, um compêndio de leis diversas, vir entre os relatos dos espias/batedores (13—14) e o da rebelião de Corá (16). 

São poucos os que discordam dessa visão; dentre eles está Brevard Childs. Ele defende a tese de que todo material em Nú­meros — ritualístico, legal, narrativo e até mesmo as informações estatísticas — gira em torno do tema universal da santidade. Childs3 observa: “Apesar da diversidade de assuntos e da comple­xa estrutura literária, o livro de Números mantém uma interpre­tação sacerdotal unificada da vontade de Deus para seu povo, a qual é exposta em um nítido contraste entre o santo e o profano”. Sinto-me mais inclinado a aceitar a avaliação de Childs que a defendida por aqueles que vêem Números como uma coletânea aleatória de materiais J4, E5 e, principalmente, P6. 

Talvez seja melhor começar observando as divisões internas do livro, com base nas informações geográficas e cronológicas. 

1.1-10.1 — Preparações para a partida do Sinai. 

1.1: “Falou mais o Senhor a Moisés, no deserto do Sinai [...] no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito”. 

10.11—20.21 - Partida do Sinai e chegada a Cades. 

10.11: “no segundo ano, no segundo mês, aos vinte do mês. que a nuvem se alçou de sobre o tabernáculo da congregação”. 

20.22—36.13 - Jornada de Cades para Moabe. 

20.22: “Todo o povo de Israel saiu da cidade de Cades”. 

É preciso notar que não há consenso entre os comentaristas em relação ao ponto de término da segunda seção e início da ter­ceira. Tanto M. Noth como R. C. Dentan concluem a segunda se­ção em 20.13. G. B. Gray7 encerra a segunda seção em 21.9. A New Oxford Annotated Bible (Nova Bíblia Anotada Oxford)8, nas notas editoriais, finaliza a segunda seção em 21.13. F. L. Moriarty9 sugere 22.1 como a conclusão dessa unidade. 


Dennis Elson, em diversos estudos (1985, 1996, 1997), sugere dividir Números em duas seções. Utilizando como chave os dois censos dos capítulos 1 e 26, sua primeira unidade é definida do capítulo 1 ao 25; a segunda, do 26 ao 36. A primeira parte cobre a geração de israelitas que saiu do Egito, dos quais ninguém conse­guiu chegar a Canaã (com exceção de Josué e Calebe). Pereceram no deserto por causa de sua incessante desobediência e pecaminosidade. A outra parte cobre a geração que nasceu no de­serto, a segunda geração, os quais entrariam em Canaã sob a li­derança de Josué e para quem Deuteronômio foi escrito. Assim, para Olson, Números fala sobre a morte do que é velho (1—25) e o nascimento do que é novo (26—36), com Deus tendo de começar novamente. 

Jericó e a Data da Conquista


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Bíblia de Estudo Arqueológica


4 de março de 2017

Os muros de Jericó

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3 de março de 2017

RALPH L. SMITH - A história da teologia do Antigo Testamento (Parte 1)

A história da teologia do Antigo Testamento

A teologia do Antigo Testamento: uma disciplina moderna com raízes antigas

A história da teologia do Antigo Testamento é longa, fascinante e sinuosa. Embora essa disciplina em sua forma moderna mal tenha 200 anos, suas raízes remontam ao próprio Antigo Testamento. Muitos estudiosos do Antigo Testamento datam o início do estudo moderno da teologia do Antigo Testamento com a palestra inaugural de Johann Philipp Gabler na Universidade de Altdorf em 1787. Até a época de Gabler a igreja não fazia distinção entre teologia dogmática e teologia bíblica ou entre teologia do Novo Testamento e teologia do Antigo Testamento. Gabler pensava que se deviam fazer essas distinções. Embora ele não tenha escrito uma teologia do Antigo Testamento, estabeleceu os princípios básicos e o método pelos quais seria possível escrever uma teologia bíblica e uma teologia do Antigo Testamento. Gabler era racionalista e provavelmente estava irritado com o que considerava uma força repressora que a igreja exercia sobre a exegese e sobre a interpretação das Escrituras.

Naquela época talvez só um racionalista poderia pedir ou teria pedido de fato uma separação entre teologia dogmática e bíblica. A separação que se seguiu teve um efeito distorcido. Em vez de estabelecer as doutrinas do Antigo Testamento de modo mais claro, as primeiras teologias do Antigo Testamento filtraram o material teológico do Antigo Testamento com as lentes do racionalismo.

É provável que o primeiro livro a usar o título Teologia do Antigo Testamento tenha sido Theologie des Alien Testaments de G. L. Bauer, publicado em Leipzig em 1796. Bauer também era racionalista; Hayes e Prussner disseram que Bauer avaliava continuamente o material do Antigo Testamento segundo os padrões de sua interpretação racionalista da religião. Desviou-se do seu caminho “para destacar os elementos mitológicos, lendários ou miraculosos nas escrituras hebraicas e para rejeitá-los como superstições de uma raça primitiva”.[1] [2] Joseph Blenkinsopp disse que Bauer obteve a distinção de escrever a primeira teologia do Antigo Testamento e, ao mesmo tempo, de rejeitar como indignos de maior atenção cerca de quatro quintos do Antigo Testamento.2

Lançando a semente da teologia do Antigo Testamento

Para que se possa entender os problemas da teologia do Antigo Testamento e os debates sobre ela, precisa-se começar não com Gabler, mas com o próprio Antigo Testamento. E depois deve-se rastrear a história do uso teológico que vários grupos têm feito do Antigo Testamento através dos séculos.

2 de março de 2017

A Conquista de Canaã

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