30 de setembro de 2016

Localização do Monte Sinai

arqueologia danilo moraes

arqueologia antigo testamento
Bíblia de Estudo Arqueológica

R. ALAN COLE - ALIANÇA E LEI (19:1 — 31:18) (Parte 2)

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c. O Livro da Aliança (20:18-23:33) 

Esta seção recebe seu nome da suposição de que representa os ter­mos reais sobre os quais a aliança foi ratificada, conforme registrado em 24:7 (embora alguns restrinjam os termos unicamente aos dez man­damentos). Trata-se, sem dúvida, de um todo homogêneo, tratando dos problemas simples de uma sociedade da Idade do Bronze. Devido a isso, mesmo os críticos mais extremistas concedem a esta passagem uma data remota (no mais tardar o período dos juizes), mesmo que relutem em aceitá-la como de autoria mosaica em sua forma atual.[1] A referência ao fato de Moisés ter escrito “todas as palavras do Senhor” em 24:4 (cf. 17:14) é geralmente aceita como aplicável a estes capítulos. Neste caso, este “livro da aliança”, juntamente com os “dez mandamentos”, seria o mais antigo livro de leis codificadas e escritas da história de Israel. Houve tentativas de entender o livro da aliança como um comentário ampliado dos dez mandamentos: tais tentativas me parecem forçadas. Sob muitos aspectos, a legislação de Deuteronômio suplementa este código da aliança. 

20:18-21. O Contexto. Esta passagem volta a descrever vividamen­te os fenômenos associados com a teofania no Sinai registrada em 19:16-25. Não é certo, entretanto, se tem por objetivo um retrospecto e resumo do que já se passara, ou se antecipa a seção seguinte (posição aqui adotada). 

18. Relâmpagos. A palavra usada aqui é incomum e pode ser tra­duzida “tochas”, significando “raios” ou “bolas de fogo”. Esta é a palavra usada como símbolo da presença de Deus e que Abraão viu quando da celebração de sua aliança com Deus (Gn 15). O uso de tal palavra aqui pode ser, portanto, uma reminiscência deliberada. Em lu­gar de “observando” (SBB e Heb.) a LXX e a Vulgata trazem “temen­do”, com o que concorda o autor. 

29 de setembro de 2016

Os Hicsos e o Antigo Testamento

danilo moraes
Bíblia Antigo Testamento

28 de setembro de 2016

Amalequitas

danilo moraes biblia arqueologica
Bíblia de Estudo Arqueológica

27 de setembro de 2016

RANDALL PRICE - Mais escavações que fizeram a diferença

antigo testamento
Mais escavações que fizeram a diferença 

Hoje é um adágio dizer que a investigação arqueológica na Palestina e em terras circunvizinhas, que desde o fim da Primeira Guerra Mundial tem sido conduzida numa escala sem precedentes, transformou nossa atitude, e nossa compreensão do Israel antigo e do Velho Testamento.— D, Witon Thomas

No capítulo anterior, demos uma olhada nas escavações que têm repre­sentado a redação de novos capítulos nos anais da arqueologia. Estas escavações fizeram a diferença porque afetaram nossa percepção da Bíblia e do mundo no qual a maioria dos seus eventos se desenrolaram. Neste capítulo veremos as escavações que têm aperfeiçoado nossa compreensão do passado tanto por preservá-lo em material fotográfico como em transformar crenças atuais sobre ele historicamente.

Escavações que fotografaram o passado

Antes que as escavações arqueológicas revelassem o mundo da Bíblia, nin­guém tinha idéia de como se pareciam as pessoas descritas em suas páginas. Todavia, quando as descobertas começaram a ser reveladas, entre elas estavam estátuas, desenhos e pinturas que davam um “quadro” do tipo de pessoas que viveram durante os tempos bíblicos. Ainda mais incrível foi que os arqueólogos encontraram “figuras” das mesmas pessoas mencionadas na Bíblia. Entre elas, estavam as estátuas de faraós que conheceram Moisés, inimigos que ameaçaram Israel ou conquistaram muito de Israel e governantes romanos mencionados no Novo Testamento, alguns dos quais conversaram com Jesus e com o apóstolo Paulo.

Os detalhes incluídos nestas ce

BRUCE K. WALTKE: Teologia do Antigo Testamento

DANILO MORAES
RECOMENDAÇÃO:
Acabo de receber o lançamento da Edições Vida Nova, a consagrada obra de Bruce K. Waltke: "Teologia do Antigo Testamento: uma abordagem exegética, canônica e temática".
Bruce K. Waltke é um dos maiores estudiosos do Antigo Testamento da atualidade. O livro apresenta uma abordagem exegética, teológica e bíblica. O autor compartilha toda uma vida de ensino e aprendizado na área exegética em temas centrais do Antigo Testamento.
Sem dúvidas, os insights do autor são de grande contribuição para a compreensão da fé de Israel e para a Igreja de Cristo como herdeira desta fé.
Esta volumosa obra (1230 páginas) se tornou um referencial nos estudos teológicos do Antigo Testamento e deve ser adquirida por todos os que desejam ter alicerçada sua compreensão teológica do Antigo Testamento.

Teorias alternativas sobre o êxodo

danilo moraes

danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica

26 de setembro de 2016

Cavalos e carruagens nas guerras da Antiguidade

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Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON - José - Gênesis 37—50

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José - Gênesis 37—50 

A história de José começa de forma agourenta: “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice” (37.3). E um prenúncio de problemas, a exemplo do que ocorre com “amava Isaque a Esaú [...] mas Rebeca amava a Jacó” (25.28). Talvez a expressão “amava mais que” nos faça lembrar de "era mais astuta que” (3.1), outra expressão que também anuncia­va problemas. O pai deu ao filho “uma túnica de várias cores” (ARC) ou “uma túnica talar de mangas compridas” (ARA), conforme o que lemos em 37.3. Os irmãos reagiram com raiva e inveja. 

Um Jovem com um Sonho 

Para piorar, pelo menos segundo o ponto de vista dos irmãos, José lhes conta dois de seus sonhos. Em um, os feixes de seus ir­mãos se inclinavam diante do seu (37.9). No segundo, os luminares se inclinavam perante ele (37.9). Como podemos avaliar aquilo que motivava José naquele momento? Será que ele, nas palavras de G. W. Coats, “tinha sonhos grandiosos e espontaneamente se gabava deles e de seu óbvio significado perante todos os membros da famí­lia”? Ou, como afirma W. L. Humphreys, devemos ler os sonhos de José e o fato de ele contá-los como “algo entre uma bravata de um adolescente mimado com dezessete anos de idade e sinais dados por Deus a respeito do futuro de sua família”? 

O comportamento de José não foi diferente do comportamento do jovem Davi, que se dispôs a enfrentar Golias (1 Sm 17.26,31) apesar dos protestos de Saul e de seus irmãos mais velhos. Os sonhos provêm de Deus. Para o José adolescente, a revelação teve ao menos um significado: Deus tinha um plano para sua vida, e esse plano envolvia algum tipo de liderança. Temos aqui um ado­lescente com senso de destino, de destino divino. Ele compartilha esse fato em virtude do entusiasmo que sentia, não por insolên­cia. “Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim.” Seus irmãos, no en­tanto, não puderam tolerar isso. 

25 de setembro de 2016

GERARD VAN GRONINGEN - A Revelação Messiânica Depois do Exílio - : Zacarias (Parte 2)

gerard groningen danilo moraes
As Mensagens Finais (Zc 9-14) 

O título desta parte deixa claro que o ponto de vista histórico, tradicional, conservador, a respeito da autoria dos caps. 9-14 está correta. Vários autores têm formulado as razões para manter o ponto de vista de que Zacarias foi o autor dos últimos seis capítulos do livro que é conhecido pelo seu nome.[1]

Os seis últimos capítulos não contêm nenhuma referência direta ao autor ou a uma circunstância histórica específica. Admite-se que a construção do templo fora completada, porque não há mais referências à obra de reconstru­ção. Há dois oráculos: (1) caps. 9-11 e (2) caps. 12-14. Ambos hão sido considerados fortemente messiânicos por quase todos os especialistas em estudos bíblicos; seu contexto escatológico evidencia que eles seguem a última parte do cap. 8, em que há, em termos gerais, uma proclamação referente a um grande e glorioso futuro. Assim, Baldwin está certamente correta ao demonstrar que poderia (e tentaria) apresentar "o livro como um todo artístico, com um plano geral e unidade de mensagem". Neste nosso estudo os elemen­tos messiânicos serão discutidos apenas com breves referências aos elementos escatológicos e apocalípticos, quando tais referências forem inevitáveis. O quadro 22 revela, em estrutura quiástica, os temas messiânicos em Zc 9-14. 

O Rei (9.1-17) 

O primeiro "oráculo" ou "peso" (KJV) anuncia a vitória que será obtida sobre os inimigos tradicionais do povo do pacto, isto é, do norte, Hadraque (perto de Hamate), Damasco (Aram ou Síria), Tiro e Sidon, e do oeste, os filisteus (9.1-6), que virão sob o julgamento da palavra de Yahwéh. Mas nem todos os habitantes dessas regiões serão destruídos; alguns serão incorporados ao povo para serem reivindicados por ’èlõhênü (nosso Deus) (9.7). Há aqui uma lembrança de como o povo do pacto incluirá mais do que os descendentes biológicos de Abraão (Gn 12.1-3). Esse universalismo, a ser realizado na era néo-testamentária do reino e do povo de Deus eternamente redimido, foi mencionado pelos salmistas (67,87,117,148) e repetido pelos profetas Isaías (Is 2.2; 5,11; 19.23-25); Amós (Am 9.12); Miquéias (Mq 4.1-5); e Joel (J1 232 [TM 3.4). Uma paz duradoura é assegurada porque Yahwéh velará pelo seu povo (9.8). Essas bênçãos levam Zacarias a convidar os hierosolimitas à alegria. 

24 de setembro de 2016

Abertura do Mar Vermelho - Hipótese da descida do vento


Bíblia de Estudo Arqueológica

R. ALAN COLE - ALIANÇA E LEI (19:1 — 31:18) (Parte 1)

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III. ALIANÇA E LEI (19:1 — 31:18) (Parte 1)

a. A Preparação Para a Aliança (19:1-25)

19:1-15. As instruções.

1. No terceiro mês. “Na terceira lua nova” é uma tradução possível e preferível à vaga expressão “no terceiro mês” (SBB), em vis­ta da expressão “naquele dia” (“no primeiro dia” — SBB), logo a se­guir. Ver Hyatt em relação a uma possível conexão entre a doação da lei e a festa de Pentecostes.

2. Vieram ao deserto de Sinai. A palavra convencionalmente tra­duzida “deserto” não tem a conotação de uma região arenosa e árida; a palavra mais apropriada em português seria “sertão”, região de pasta­gens ainda não ocupada pelo homem. Este versículo deixa claro que a estepe do Sinai ficava diretamente defronte ao monte e a pouca distân­cia de Refidim, com a “estepe de Sim’’ já bem distante (17:1). O monte Sinai propriamente dito pode ser identificado com Gebel Músa, Gebel Serbãl ou õebel Katarina, três imponentes picos da região próxima. Uma interpretação detalhada da topografia depende da localização es­colhida para o monte. Acolhemos aqui a opinião tradicional de que Gebel Mûsa é a montanha em questão mas nenhum detalhe teológico de­pende da identificação exata, que pode não ter sido clara para os israeli­tas de tempos mais recentes.

22 de setembro de 2016

Localização do Mar Vermelho

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Bíblia de Estudo Arqueológica

21 de setembro de 2016

As teorias da rota do êxodo

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VICTOR P. HAMILTON - JACÓ - Gênesis 25.11 – 36.42

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JACÓ - Gênesis 25.11 – 36.42 

Isaque e Rebeca viveram juntos por vinte anos sem ter nenhum filho. Após se casar aos 40 anos (25.20). Isaque esperuo até os sessenta para ser pai. Tal qual sua sogra, Rebeca teve que enfrentar um longo período de esterilidade mas jamais ofereceu uma substituta para Isaque. 

A oração de Abraão fez cessar a infertilidade em outras mulheres (20.17) porém não em sua própria esposa. Já na terceira geração, Jacó reagiu com agressividade e sarcasmo à infertilidade de Raquel (30.2). Ao contrário da intercessão de seu pai, Abraão, e de seu filho, Jacó, a petição de Isaque resultou na gravidez de Rebeca (25.21). 

A oração foi, sem dúvida, respondida. Pelo menos, Isaque e Rebeca obtiveram mais do que pediram — gêmeos! No caso de Abraão e Sara, a tensão familiar foi provocada pela ausência de filhos. No caso de Isaque e Rebeca, a tensão ocorre em função de haver mais de um filho. Ao nascerem Jacó e Esaú, o vovô Abraão já contava com 160 anos de idade e ainda tinha quinze anos pela frente. As Escrituras, contudo, não relatam em parte alguma um relacionamento ou um encontro entre o patriarca e seus netos. 

Todas as três mulheres mais importantes de Gênesis — Sara, Rebeca e Raquel — passaram por problemas para ter filhos. To­das tiveram em comum um longo período de infertilidade. Essa questão em especial se relaciona principalmente à promessa divi­na de muitos descendentes. Pois como pode se cumprir a promes­sa divina com a recorrência de tantos casos de esterilidade femi­nina? Acrescente aos problemas criados pela questão da infertili­dade as outras situações exasperantes descritas em Gênesis, e temos realmente um panorama difícil de entender quanto à con­cretização das promessas de Deus. 

Nessa parte das Escrituras, nenhum dos principais persona­gens passa pela vida num “mar de rosas”. E claro que, por vezes, os problemas ocorrem em conseqüência de alguma atitude estú­pida do patriarca. Outras vezes, contudo, o problema surge de uma situação totalmente fora do seu controle. Isso incluiria a es­terilidade das esposas e os muitos períodos de fome que forçaram Abraão e Isaque a correr de um lado para o outro em busca de comida. 

20 de setembro de 2016

RANDALL PRICE - Escavações que fizeram a diferença

antigo testamento danilo moraesEscavações que fizeram a diferença

Constam nos museus de hoje milhares de artefatos arqueológicos prove­nientes do Oriente Próximo antigo, achados fabulosos que contribuem signifi­cativamente para nos aclarar o mundo bíblico.

Nem sempre foi assim, todavia. O escritor inglês Samuel Johnson, no sé­culo XVIII, declarou categórico: “Tudo o que é realmente conhecido da Grã- Bretanha antiga está registrado em umas poucas páginas, e não podemos saber mais do que o velhos escritores nos disseram”.2 Johnson não imaginava que vastos remanescentes da Londres romana repousavam bem debaixo de seus pés, na estalagem George, à rua Fleet, e que parte do muro da antiga cidade jazia a cinco minutos de sua própria casa!

Ao mesmo tempo, no Egito, o povo da cidade de Luxor disputava o “bom fundamento” encontrado no meio do deserto, um alicerce que brotava da areia e sobre o qual construíam suas casas de tijolos. Pelo menos assim o considera­vam. Eles não tinham ciência de que a excelente área plana sobre a qual erguiam suas habitações era de fato o topo dos enormes pilares que formavam o Grande Corredor de Colunas de Carnaque, uma estrutura descrita pelo historiador gre­go Heródoto em 450 a.C. quando ele caminhava junto às bases das colunas, cerca de trinta metros abaixo!

Até o século XVIII, portanto, ninguém ainda havia aprendido a ler o regis­tro das pedras. Seu conhecimento estava confinado a histórias do passado. Mas isso estava para mudar.

A data do êxodo

danilo moraes antigo testamento

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Bíblia de Estudo Arqueológica

GERARD VAN GRONINGEN - A Revelação Messiânica Depois do Exílio - : Zacarias (Parte 1)

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A Revelação Messiânica Depois do Exílio - : Zacarias

Não constitui surpresa para nenhum estudante da Bíblia que o livro de Zacarias seja considerado uma continuação das profecias de Ageu. Sua primei­ra proclamação é feita um mês antes da última de Ageu (Ag 2.10; Zc 1.1); Esdras refere-se a Ageu e Zacarias como se fossem contemporâneos e colaboradores (Ed 5.1). Realmente, a primeira mensagem de Zacarias foi para exortar a comunidade dos remanescentes em Jerusalém a arrepender-se e obedecer a Yahwéh, que lhe dera a incumbência de reconstruir o templo e iniciar o culto como prescrito nos escritos de Moisés.

O Homem e Seu Livro

A informação que as Escrituras dão a respeito de Zacarias é breve. Ele era neto do sacerdote Ido, cujo filho, Baraquias, pai de Zacarias, nunca é citado como sacerdote. Por isso presume-se que Baraquias tenha morrido ainda jovem.[1] Zacarias, como Jeremias e Ezequiel, era sacerdote e profeta. Daí, seu interesse no templo pode ser explicado tanto por sua ancestralidade quanto pelas mensagens que foi encarregado de proclamar.

Zacarias era provavelmente jovem quando Ageu já era de idade avançada. Deduzimos que Zacarias era jovem pelo livro de Neemias. Ido era um dos sacerdotes que regressaram a Jerusalém com Zorobabel (Ne 12.4). Uma vez que seu avô estava ainda exercendo o ofício, Zacarias não poderia ter muita idade.[2]

16 de setembro de 2016

Divisões da história do Egito Antigo - Bíblia de Estudo Arqueológica

Bíblia de Estudo Arqueológica

14 de setembro de 2016

R. ALAN COLE - O Êxodo até o Sinai (12.1-18.27) (Parte 2)

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b. O Cântico de Triunfo (15:1-21). 

Esta seção pode ser subdividida: 1-18 constitui o “cântico de Moisés e dos filhos de Israel”, ao passo que o versículo 21 é especifica­mente descrito como o cântico entoado por “Miriã... e todas as mulhe­res”. Os versículos 19 e 20 são um resumo em prosa dos acontecimen­tos. Todavia, exceção feita à mudança do tempo do verbo (da primeira pessoa do futuro do indicativo para a segunda do plural do imperati­vo), o breve cântico de Miriã é idêntico à primeira estrofe do cântico de Moisés. Por isso, não se pode afirmar com certeza se Miriã e o coro fe­minino continuaram a cantar e dançar o cântico de Moisés, ou se o cân­tico de Moisés é uma expansão teológica do cântico de Miriã. Além do mais, há uma divisão no próprio cântico de Moisés. Os versículos 1-12 tratam do êxodo, ao passo que 13-18 tratam da conquista futura da ter­ra de Canaã. 

15:1-12. A travessia do mar. 

1. Cantarei a YHWH porque triunfou gloriosamente. A métrica é forte e ousada, e o pensamento simples, embora profundo, ao passo que a linguagem é cheia de arcaísmos. Tudo isto sugere uma data bem remota. Davies ressalta a importância da palavra “porque” neste versículo. Normalmente, nos salmos de Israel essa palavra apresenta a razão por que Deus está sendo louvado (por exemplo SI 9:4). A nature­za precisa do ato divino é explicada numa espécie de apêndice, escrito em prosa, no versículo 19. 

Triunfou gloriosamente. Melhor traduzindo, “levantou-se, subiu” (como uma onda). A palavra é usada tanto num mau sentido (descre­vendo o orgulho) quanto no bom sentido (descrevendo um triunfo), co­mo aqui. Em Ezequiel 47:5 a palavra é usada para um rio cujas águas sobem na enchente. 

2. O SENHOR. Aqui o hebraico usa a forma abreviada, YH, em lugar da mais longa, YHWH, como nos versículos 1 e 3. Esta é a forma do nome divino que aparece em nomes próprios, e na exclamação co­mum “aleluia”, ou “louvai a YH“. Comparar com Salmo 118:14. 

O meu cântico. Cross e Freedman traduzem zimrãt por “defesa”

O Palácio de Ramessés

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Bíblia de Estudo Arqueológica

13 de setembro de 2016

A pedra de Roseta e a decifração dos hieróglifos

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Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON - Abraão - Gênesis 11.26-25.11

antigo testamento danilo moraes
Abraão - Gênesis 11.26-25.11 

No primeiro livro da Bíblia, apenas dois capítulos são dedica­dos ao relato da Criação, e apenas um ao relato da Queda. A histó­ria de Abraão, no entanto, estende-se por 13 capítulos de Gênesis, atingindo partes de dois outros capítulos. Seria isso uma pista a respeito do principal propósito das Escrituras? Sua principal fun­ção não é tratar de questões metafísicas e filosóficas, que natural­mente ocupam a mente do homem moderno. Se um hebreu do passado fosse pressionado a definir Deus, ou a demonstrar como Deus opera na história do homem, daria uma resposta parecida com a de Louis Armstrong, quando lhe pediram para definir o que é jazz: “Cara, se você precisa perguntar, jamais ficará sabendo”. 

O Antigo Testamento é mais teológico que filosófico. Como Deus e os humanos chegam a um acordo e entram em harmonia? As respostas estão em Levítico e em boa parte do livro de Êxodo. Como Deus encoraja alguém que esteja enfrentando as mais som­brias circunstâncias? Vá até a história de José. Como Deus tira uma pessoa do anonimato e a usa para alcançar e transformar o mundo? Olhe a vida de Abraão. 

Em um sentido técnico, contudo, não encontramos a biografia de Abraão no livro de Gênesis e não somos capazes de traçar sua vida em detalhes. Ainda assim, alguns eventos de sua vida são destacados, com ênfase em um período específico. A tabela 2 de­monstra isso. Não dispomos de nenhuma informação sobre Abraão até seu 75° aniversário e, quanto aos seus últimos 75 anos de vida, dispomos de um mínimo de dados. Os 25 anos de fundamental importância vão dos 75 aos 100 anos. 

De Adão à descendência de Noé (1—11), os exemplos de infidelidade suplantam facilmente os exemplos de obediência. Abraão é contrastado com tais indivíduos perniciosos. Não se pode deixar escapar, por exemplo, a diferença entre “façamo-nos um nome” (11.4) e “engrandecerei o teu nome” (12.2). As maquinações hu­manas são comparadas à iniciativa divina, a autopromoção é con­trastada com a aceitação das promessas de Deus. 

12 de setembro de 2016

Os hicsos e o Êxodo

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Bíblia de Estudo Arqueológica

11 de setembro de 2016

O Faraó do Êxodo

Bíblia de Estudo Arqueológica

GERARD VAN GRONINGEN - A Revelação Messiânica Depois do Exílio - Ageu

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A Revelação Messiânica Depois do Exílio - Ageu 

Desafios da Erudição Histórica e Literária 

O período pós-exílico é de importância crucial para a interpretação do messianismo em geral e do conceito messiânico no Velho Testamento em particular. Além disso, a compreensão do que aconteceu em relação ao conceito messiânico é de importância vital para a interpretação do ensino do Novo Testamento a respeito do Messias. O título deste capítulo dá um indicação bem clara e definida da posição tomada neste nosso estudo. Afinal, há duas posições contraditórias e que se excluem mutuamente. Há a posição de que as expecta­tivas messiânicas surgiram e se desenvolveram na mente e no coração do povo em certos períodos críticos da história; e que Jesus, em determinado momento, compreendeu que poderia proclamar-se o Filho do Homem (cf. Dn 7) e o Messias. A segunda possibilidade é que a idéia messiânica foi divinamente revelada pelos profetas de Yahwéh ao povo do pacto, de maneira progressiva durante o curso da história. Quando Jesus nasceu, Ele era o cumprimento dessa promessa profética. Esta última posição certamente admite que a resposta à revelação seja variada. Ela podia ser ignorada; poderia ser alterada para adaptar-se a preferências, preconceitos ou ideais que o povo pudesse ter tido em certas ocasiões; e poderia ser aceita, como o foi pelo velho Simeão (Lc 2.25-32) e pelo próprio Jesus (Lc 24.25-27). 

Compreendendo e Interpretando o Material Bíblico 

No prefácio deste nosso estudo afirmamos que aquelas palavras de Jesus aos dois homens no caminho de Emaús a respeito do que fora dito nos livros de Moisés e de todos os profetas a seu respeito (Lc 24.27) serviram como direta motivação para pesquisar nas Escrituras do Velho Testamento, a fim de desco­brir como falavam elas a respeito de Jesus, o Messias. Havia, porém, outra força propulsora atrás deste valioso estudo. Na década de 1960 o autor estava traba­lhando em suas dissertações para obtenção do MA. e Ph.D., na Universidade de Melbourne (Austrália), e lecionando no Reformed Theological College na área de estudos do Velho Testamento. No curso de sua pesquisa, teve de enfrentar um desafio multifacetado. Na reunião dos dados pertinentes a esses projetos a questão da confiabilidade dos documentos antigos teve de ser enfren­tada repetidas vezes. Um caso notável foi o dos escritos de Irineu contra os gnósticos, particularmente contra Valentino. Autores críticos estavam conven­cidos de que Irineu estava completamente errado no que escreveu. Então veio a descoberta da biblioteca reconhecida como gnóstica em Nag Hammadi, que deu completa razão a

10 de setembro de 2016

R. ALAN COLE - O Êxodo até o Sinai (12.1-18.27) (Parte 1)

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O ÊXODO ATÉ O SINAI (12:1 —18:27) 

a. A Páscoa e a Fuga (12:1-13:22) 

12:1-13. Preparativos para a Páscoa. Esta passagem narra os preparativos para a Páscoa, que devem começar quatro dias antes do sacrifício propriamente dito, com a escolha do animal a ser sacrificado; 12:21-27 descreve em detalhes partes do ritual a ser observado durante a cerimônia. 

1. Na terra do Egito. O restante da lei israelita foi outorgado no Si­nai, mas esta passagem enfatiza que a Páscoa e a festa dos pães asmos foram instituídas no Egito, antes do Sinai. Algumas vezes, nos últimos anos, tem-se levantado a questão de a própria Páscoa ser a “festa reli­giosa” que Moisés pretendia celebrar a princípio no Monte Sinai ou ao fim do ’’caminho de três dias” no deserto (3:18), caso se trate de localizações diferentes. Devido à intransigência de Faraó (dizem), Moisés finalmente consentira em realizar a festa no Egito. Os que man­têm esta posição pensam que a data (a lua cheia da primavera) já estava determinada, e que isso explica a urgência crescente dos pedidos de li­bertação feitos por Moisés. Segundo o mesmo ponto de vista, Moisés temia que, a menos que tal festa religiosa fosse realizada, Deus os casti­garia com alguma peste (5:3). Isto é exatamente o que Ele fez com os egípcios e faria, presumivelmente com Israel, se os israelitas não esti­vessem “cobertos” pelo sangue do sacrifício (12:13). A explicação é en­genhosa mas não parece concordar com a narrativa bíblica. Este ponto de vista também envolve outro, mantido por alguns estudiosos, de que a Páscoa fora observada pelos israelitas muito antes do Êxodo e somen­te muito mais tarde associada com tal evento, como um memorial (a não ser que a festa a ser realizada no deserto (3:18) fosse algo totalmen­te diferente da Páscoa — talvez o sacrifício comemorativo da aliança, realizado no Sinai). 

Israel possivelmente já observa os “sacrifícios da lua nova” bem antes do Sinai pois, embora estes sejam ordenados na lei de Moisés (Nm 28:11), não há qualquer sugestão de que sejam uma nova cerimônia a ser observada, e tal costume era largamente empregado no mundo anti­go. Não há objeções teológicas a este ponto de vista: a circuncisão (Gn 17:10) e aparentem

Os sacerdotes egípcios e suas serpentes

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Bíblia de Estudo Arqueológica

8 de setembro de 2016

O hieróglifo de Soleb

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Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON - Acontecimentos Posteriores à Criação e à Queda: Gênesis 4-11

danilo moraes pentateuco
Acontecimentos Posteriores à Criação e à Queda 

Gênesis 4-11 

Gênesis 3 põe em movimento uma série de fatos que têm suas raízes nos eventos no Éden. No capítulo 3, o homem e a mulher pecam e violam um relacionamento horizontal: comunhão com os outros. Os acontecimentos, portanto, sucedem-se um em conseqüência do outro. Todos esses atos perversos demonstram um ponto comum: todos demonstram o desejo humano de ser igual a Deus (Gn 3—11). Após ultrapassar os limites impostos por Ele, a hu­manidade renuncia aos padrões divinos. Os resultados são: 

[1] Fratricídio provocado por ciúmes — 4.8, Caim mata Abel. 

2. Poligamia e vingança — 4.23,24, Lameque. 

3. Lascívia — 6.1-4, filhos de Deus coabitando com filhas dos homens. 

4. Corrupção e violência na terra — 6.5,11,12. 

5. Incesto (?) — 9.20-27, a maldição de Canaã. 

6. Uma cidade com uma torre até os céus — 11.1-9, Babel. 

Não há dúvida de que a propagação do pecado é descrita nes­ses capítulos, como atestam esses seis acontecimentos. No relato do capítulo 3, contudo, observamos uma mistura de pecado e grãça: uma palavra divina que traz tanto juízo como promessa. Acre­dito que a mesma ênfase dupla continue ao longo dos capítulos 4—11. Veremos em ação o pecado e o juízo, tal qual a graça e a promessa. Nem o pecado de indivíduos (Caim, Lameque e Cam), nem o pecado de muitos (os filhos de Deus e as filhas dos homens, toda a terra, os construtores da cidade e da torre) apagam com­pletamente a misericórdia e a soberania de Deus. Aqui também, onde o pecado abunda, muito mais abundante é a graça. 

Fratricídio (4.8) 

7 de setembro de 2016

RANDALL PRICE - Cavando as Respostas

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Nossa era anseia por respostas. A vantagem é que agora temos acesso a um imenso estoque de informações, indisponíveis em épocas anteriores. Por exemplo, enquanto os arqueólogos escavam incessantemente — em busca de mais respostas —, o público em geral pode navegar por uma multidão de pági­nas arqueológicas na Internet. Somente através do banco de dados da Israeli Antiquities Authority (Autoridade em Antigüidades Israelitas), arqueólogos de poltrona podem acessar as mais de cem mil relíquias descobertas no Estado de Israel desde 1948! 

Constam entre as descobertas mais significativas aquelas com inscrições, pois permitem acesso imediato ao conhecimento do passado. Inscrições não são encontradas com muita freqüência, no entanto algumas têm sido de grande auxílio para a compreensão dos registros bíblicos. 

O poder da palavra escrita 

Assim deverá ser escrito... 

Palavras escritas tinham grande importância para os antigos. Eles acredita­vam que as palavras carregavam consigo uma força capaz de realizar a vontade de quem falava.2 Na produção de Os Dez Mandamentos, de Cecil B. DeMille, destaca-se nas cenas cruciais do filme o pronunciamento: “Assim deverá ser escrito...” O roteirista utilizou a frase de forma apaixonada para enfatizar o contraste entre a palavra da terra e a que é do céu. O faraó vale-se da frase para selar um decreto proferido contra Moisés (e Deus). Todavia, a frase, quando utilizada pelo faraó, não tem poder algum: ele e seus deuses são sempre derrota­dos por Moisés. Em contrapartida, Deus a utiliza de maneira poderosa. Moisés a pronuncia contra o faraó, e o rei descobre que não pode fazer nada além de aceitar o seu destino. No caso de algum ponto ser perdido, a cena final do filme reforça o poder da Palavra de Deus, mostrando um quadro da Bíblia sobre o qual a frase é majestosamente sobreposta. 

Midiã

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Bíblia de Estudo Arqueológica

GERARD van GRONINGEN - A Revelação Messiânica Durante o Exílio: Daniel (Parte 2)

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Daniel 8 

Poucos dos estudiosos das Escrituras encaram a mensagem de Dn 8 como especificamente messiânica, se é que algum o faz. O material, entretanto, exige atenção, especialmente alguns termos empregados, por causa de sua estreita relação com as idéias messiânicas dos caps. 2 e 7. 

A referência cronológica de 8.1 deixa claro que Daniel recebeu essa mensa­gem dois anos depois da do cap. 7 (7.1). Recebeu-a por visão, não por sonho. Ele se envolve na cena; esse tipo particular de envolvimento distingue particu­larmente a visão do sonho. Daniel está na Babilônia, mas na visão é transpor­tado à Pérsia, ou, mais especificamente, a Susa, na província meridional de Elão. Ele seria levado para lá mais tarde, quando Ciro capturou Babilônia (cerca de 536 a.C.).[1]

Há dois fatos adicionais que exigem nossa atenção: (1) o cap. 8 e os que seguem são escritos em hebraico (não em aramaico como 2.4-7.28); e (2) a relação entre os caps. 2 e 7 com o cap. 8. Alguns críticos têm tentado demonstrar que os caps. 8 a 12 foram originalmente escritos em aramaico, mas foram subseqüentemente traduzidos para o hebraico. A apresentação, por Hartman e Di Lella, das bases dessa discutida posição está longe de convincente,[2] mas permanece uma possibilidade remota de Daniel ter escrito originalmente em aramaico e ele próprio, ou alguém chegado a ele, ter feito a tradução para o hebraico. Mas, por que teria a mudança do aramaico para o hebraico sido feita no cap. 8, e por quem teria sido feita? Esta pergunta introduz o problema da relação entre os caps. 2 e 7, por um lado, e o cap. 8, por outro lado. Os eruditos concordam que nessa visão Daniel recebeu uma outra mensagem, com bem mais pormenores, a respeito do segundo e terceiro reinos dos dois sonhos anteriores. 

6 de setembro de 2016

R. ALAN COLE - Israel no Egito (1.1-11.10) (Parte 2)

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4:24-26. Moisés, o “esposo sanguinário”. 


Esta é uma passagem obscura, até mesmo para antigos comentaris­tas judeus, e no entanto sua obscuridade e os problemas que apresenta comprovam que é parte genuína da tradição mosaica (cf Gn 6:1-4). A passagem está ligada à necessidade da circuncisão, “o sinal da aliança” dado por Deus a Abraão e seus descendentes (Gn 17:10), e que o filho de Moisés aparentemente não apresentava, talvez devido ao seu nasci­mento em Midiã (ver porém Jr 9:25,26 quanto à circuncisão naquelas regiões). De qualquer modo, sua aceitação a esta altura dos aconteci­mentos é mais uma têmpera para o elo entre a nova revelação no Sinai e o “Deus dos ancestrais”, já que a circuncisão era o sinal dado aos pa­triarcas. Compare a circuncisão cerimonial da geração nascida no de­serto, antes de se lançarem à “guerra santa” contra Canaã (Js 5:7). A circuncisão é um símbolo do ato de lançar fora tudo que é desagradável a Deus, e de dedicação a Ele para a tarefa à frente. Esta dedicação a Deus, no entanto, é apenas uma resposta obediente à graça e à vocação divinas anteriormente demonstradas (Gn 17:10). A verdadeira circunci­são é uma atitude interna, não um ato externo (Jr 9:26; Rm 2:29). Ti­nha, é claro, como boa parte da legislação mosaica, grande valor higiê­nico, embora este fato provavelmente fosse desconhecido dos que rece­beram a Lei. O fato de que a circuncisão era amplamente praticada pe­las nações circunvizinhas não é motivo, pois o importante não é a natu­reza do ato mas o seu significado. 

24. Numa estalagem. Um caravançará, onde os viajantes podiam acampar durante a noite. Tais “acampamentos noturnos” ou “locais de parada”, sempre junto a poços ou fontes, não são um anacronismo, desde que nos livremos das associações modernas da palavra “estala­gem”. O bom samaritano encontrou uma versão mais sofisticada na es­trada de Jericó (Lc 10:34). Um grupo maior teria montado um acampa­mento próprio, mas o que temos aqui é apenas um viajante solitário, sua esposa e filhos. 

Encontrou-o YHWH e o quis matar. O pronome “o” é ambíguo, e pode se referir tanto a Moisés quanto a Gérson; é natural presumir-se que se trata de Moisés. Se, por outro lado, a passagem se refere a Gér­son, há então um vinculo mais forte com o contexto (a morte do primo­gênito), mostrando como o primogênito de Moisés quase morreu. Al­guns comentaristas presumem que o próprio Moisés não levava a marca da circuncisão, mas isso é desnecessário (Moisés nasceu e viveu seus pri­meiros anos num lar israelita) e improvável à luz do conhecido costume egípcio. Em qualquer das duas hipóteses, a pessoa envolvida foi acome­tida de uma doença perigosa ou sofreu algum outro tipo de golpe como prova do descontentamento divino. 

Os nomes de Deus

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Bíblia de Estudo Arqueológica

2 de setembro de 2016

YHWH - O nome de Deus no Antigo Testamento

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Bíblia de Estudo Arqueológica

HAMILTON, Victor P. A Criação e a Queda

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A Criação e a Queda - Gênesis 1-

Podemos esboçar o primeiro livro da Bíblia de diversas manei­ras. Talvez a mais simples seja:


[1] — História Primitiva (capítulos 1—II)

1. A Criação (capítulos 1—2)f

2. A Queda (capítulos 3—11)

a) A causa (capítulo 3)

b) Os efeitos (capítulos 4—11)

[1] — A História dos Patriarcas (capítulos 12—50)

1. Abraão (capítulos 12—25)

2. Jacó (capítulos 26—36)

3. José (capítulos 37—50)

Esse esboço reflete com precisão o conteúdo de Gênesis, mas deixa de apontar o relacionamento entre os tópicos e não contem­pla a progressão dos acontecimentos. É melhor deixarmos que o próprio livro de Gênesis esboce a si mesnio, e, então, seguirmos os pontos sugeridos pelo texto. São unidades facilmente distinguíveis.


de Adão (5.1—6.8) 

de Noé (6.9— 9.29) 

dos Filhos de Noé (10.1—11.9) 

de Sem (11.10-26) 

de Terá (11.27—25.11) 

de Ismael (25.12-18) 

de Isaque (25.19—35.29) 

de Esaú (36.1—37.1) 

de Jacó (37.2—50.26) 

Sendo assim, Gênesis é composto de uma introdução, seguida de dez outras seções, cada qual iniciada por “E estas são as gera­ções de” (tôlêdôt, logo, do ponto de vista estrutural, Gênesis não se divide em duas seções (uma que traz a história primitiva, com cerca de um quarto do livro, e outra com a história dos patriarcas, com cerca de três quartos do livro), mas exatamente em duas par­tes um tanto quanto díspares: 1.1—2.3 (uma introdução) e 2.4— 50.26 (com dez subseções). Ainda assim, não podemos dispensar totalmente a classificação primitiva / patriarcal, pois se observa que as primeiras cinco ocorrências do termo tôlêdôt aparecem do capítulo 2 ao 11, com os cinco restantes, aparecendo do 12 ao 50 (ou, para ser mais exato, no esboço acima, das partes II a VI (2.4—11.26) e VII a XI (11.27—50.26). Embora não haja a expressão “e estas são as gerações de Abraão”, seu surgimento no fim da subseção VI (ver 11.26) e seu relevante papel na subseção VII o tornam um elo entre as histórias primitiva e patriarcal, entre a origem das nações da terra e a origem da nação eleita.

1 de setembro de 2016

JOHN BRIGHT - Em direção á plenitude dos tempos

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EM DIREÇÃO À PLENITUDE DOS TEMPOS

Traçamos a história de Israel desde as migrações dos seus
ancestrais, no começo do segundo milênio a.C., até o fim do
período do Antigo Testamento. Vimos sua religião desenvolver-se, fazendo repetidas adaptações, embora aderindo tenazmente
à sua estrutura essencial, desde a religião da antiga liga tribal
passando pelos dias do Estado nacional, até que chegou, depois
do exílio, àquela forma de religião conhecida como judaísmo.
Foi uma longa caminhada, e não podemos ir mais além. Contudo, o próprio fato de nossa história, embora a tenhamos
terminado onde termina o Antigo Testamento, ter sido interrompida abruptamente, num ponto que não é absolutamente
um termo, levanta uma questão que o leitor consciente se
terá feito e que exige de nós algumas palavras de conclusão.
É uma questão prática e de fundamental importância teológica.
Qual é o destino da história de Israel? Para onde está indo
essa história? Onde vai ela terminar?

1. O Têrmino da história de Israel: o problema histórico
e teológico

A primeira questão, e mais imediata, é o problema prático de onde propriamente terminar a história de Israel. Sobre
o assunto, não há uma resposta comum, sobre a qual todos
concordem. Em qualquer ponto que se concluir, termina-se de
certo modo arbitrariamente, uma vez que a história de Israel,
vivida através dos tempos pelo povo judeu, de fato, não terminou mas continua até o dia de hoje. Entretanto, o fim do período do Antigo Testamento fornece, como se crê, um término
quando muito justificável. Com certeza, o rebentar da revolta