28 de setembro de 2015

Melhores momentos do lançamento do livro: O Pentateuco - Danilo Moraes


16 de setembro de 2015

As culturas primitivas no Oriente Médio

Os primeiros sinais da civilização humana são reconhecidos no desenvolvimento da produção de alimentos (agricultura) e na fundação de cidades e colônias organizadas. Traços de civilização foram encontrados já na Média Idade da Pedra (Mesolítico). há dez mil anos, calcula-se. Segundo os conhecimentos atuais, Jerico é a cidade mais antiga do mundo, pois no VII milênio já era cercada por um muro de pedra maciça. Jericó, ao norte da Mesopotâmia, é mais ou menos sua contemporânea, embora pareça não ter passado de um vilarejo. Só pesquisas futuras irão provar se Jerico foi realmente a primeira e única cidade na época, e se ao vale do Jordão, o menor dos vales de rio do Crescente Fértil, cabe a designação "berço da civilização".

Durante o V milênio (Idade da Pedra — Final — Neolítico), e o IV milênio (Calco lítico), o progresso do homem está em evidência através de todo o Crescente Fértil. Nesse período, a Mesopotâmia toma a dianteira, mas no Egito desenvolvimentos paralelos também estavam tendo lugar, assim como nos outros países que ficam entre eles — Palestina e Síria. Essas culturas primitivas recebem hoje o nome dos sítios onde foram primeiro descobertas. Na tabela comparativa, as principais culturas são listadas cronologicamente.

AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

Gerard Van Groningen: A Revelação Messiânica no Reinado de Davi e Salomão

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A Revelação Messiânica no Reinado de Davi e Salomão 

O período de tempo que cobre o reinado de Davi e Salomão é essencial por várias razões. Os descendentes de Abraão como povo adquiriram o status de nação entre nações. Davi, tendo derrotado os filisteus definitivamente e feito de Jerusalém sua própria cidade e centro administrativo do país, organi­zou as estruturas políticas de maneira que a nação pudesse funcionar bem politicamente. Internacionalmente, durante o mesmo período político, Israel foi reconhecido como um grande poder — política, militar e comercialmente. Assim, a promessa de que a semente de Abraão se tomaria uma grande e famosa nação foi cumprida (cf. Gn 12.2; 15.5,14). Profecias dos tempos primi­tivos foram cumpridas nesse tempo, tais como: um rei veio da tribo de Judá; o povo desfrutou prosperidade e paz nesse período. Assim considerado retros­pectivamente, foi um tempo de cumprimento profético.[1] Foi também um tempo de antecipação profética. Não somente foram repetidas profecias dadas no passado, explicadas e amplificadas, mas foram enunciadas profecias adicio­nais. Revelações recebidas no passado foram cumpridas em certa extensão, enquanto que nova revelação a respeito do Messias foi dada por meio de agentes escolhidos por Deus.[2] Além disso, durante esse período, poetas crentes foram inspirados a escrever muitos dos salmos. Esses autores, emitindo res­postas de fé à revelação prévia, trabalharam minuciosamente sobre essa reve­lação.[3]

Os peritos em Velho Testamento concordam unanimemente que o período que compreende os reinados de Davi e Salomão é da máxima importância. Não há, entretanto, nenhum consenso sobre por que esse período é tão importante. As opiniões são particularmente divergentes sobre: (1) a extensão dos aspectos messiâncios presentes; (2) se tais elementos messiânicos eram revelados; e (3) se eles surgiram de pensamentos, aspirações humanas ou teologia. Alguns eruditos negam que haja qualquer significação especificamente messiânica nesse período.[4]

A passagem central e crucial que cobre esse período é o pacto de Deus com Davi (2 Sm 7.1-17; 1 Cr 17.1-15). O reinado de Davi (2 Sm 8.1-24.25 par.) e o reinado de Salomão (1 Rs 1.1-11.43 par.) provêem o que se constitui contexto histórico mais amplo. A discussão e os debates que surgem da consideração dessas passagens são extensos.[5] Um sumário de todos os materiais é impossível e desnecessário para este nosso estudo. Alguns dos pontos de vista divergentes serão discutidos ou referidos nas considerações sobre o próprio conteúdo dessa importante passagem. 

Davi, o Recipiente do Pacto de Deus (2 Sm 7.1-17, par. 1 Cr 17.1-15) 

9 de setembro de 2015

Lançamento do Livro - O Pentateuco

É com muita alegria que eu te encaminho este convite para o lançamento do meu livro "O PENTATEUCO - Uma critica dos pressupostos científicos das Hipóteses Documentárias em face da autoridade bíblica e seus fundamentos".

O lançamento é pela editora Fonte Editorial

Conto com sua presença para prestigiar este momento.

Por gentileza confirme sua presença.

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2 de setembro de 2015

John Bright - A unidade monárquica de Israel: Salomão

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A UNIDADE MONÁRQUICA DE ISRAEL: SALOMÃO
(aproximadamente 961-922) [1]

1. Salomão como homem de Estado: a política nacional

Há poucas figuras mais difíceis de serem avaliadas do que
Salomão, e isto porque os dados sobre ele não são tão completos como deviam ser, nem em ordem cronológica. Ele era
naturalmente um homem de grande astúcia, capaz de realizar
plenamente as potencialidades econômicas criadas por Davi.
Ao mesmo tempo, ele manifestou em outras áreas uma cegueira tal, para não dizer uma estupidez, que apressou a desintegra-
ção deste império. Salomão, até certo ponto, por causa da
situação que enfrentou, mostrou-se muito diferente de seu pai.
Não era guerreiro, e tinha pouca necessidade de o ser, pois
nenhum inimigo externo ameaçava seu reino. Politicamente,
seu dever também não era o de defender o estado ou ampliá-lo,
mas de conservá-lo unido. E nisto, na maioria das vezes, foi
bem sucedido.

Consolidação do poder sob Salomão. — Tendo subido
ao trono como co-regente de seu pai, Salomão teve poucos pro-
blemas em estabelecer-se. Desde que Adonias e seus adeptos
se submeteram a ele servilmente, foi desnecessário derramamento
de sangue, Mas, quando o idoso Davi morreu (lRs 2,10ss),
Salomão pronta e cruelmente removeu tudo o que pudesse
desafiar sua autoridade (vv. 13-46). Adonias que, pelo fato de
pretender a mão da concubina de Davi, Abisag, tinha indicado
que ainda não desistira de reivindicar o trono (cf. v. 22; 2Sm
16,21ss), foi sumariamente executado. Abiatar, tendo sua
vida poupada em virtude da lealdade passada para com Davi,
foi exonerado de seu cargo e mandado para sua casa em Anatot. Joab, sabendo que poderia ser o próximo, refugiou-se
no Tabernáculo do Senhor. Mas seu rival, o inescrupuloso
Banaías, por ordem de Salomão, entrou logo após e o massa-
crou, herdando sua posição. Quanto a Semei, o familiar de
Saul que amaldiçoou Davi quando este fugiu de Absalão
(2Sm 16,5-8), recebeu ordem de ficar recluso na cidade, de-
vendo ser executado ao primeiro sinal de desobediência.