31 de julho de 2015

Geografia Bíblica - Os desertos que cercam a Palestina

antigo-testamento-shema-israelA Terra Santa situa-se entre o mar e o deserto, e ambos influenciam a sua natureza. O vento ocidental traz chuvas benéficas, enquanto os orientais só trazem a secura do deserto. Quanto mais alto o lugar, ou quanto mais próximo do mar, tanto mais úmido o clima.

O sul da Palestina encontra-se numa faixa de zona árida que rodeia o globo. As extensas regiões desérticas incluem a Terra Santa ao sul e a leste, com o majestoso monte Seir projetando-se como um dedo em direção à parte central do deserto.

Não existe uma fronteira natural definitiva separando a área povoada das regiões desérticas, e os famintos pastores da estepe bateram às portas da Terra Santa desde tempos imemoriais. A influência da estepe e do deserto na história da Terra Santa é profunda, e a percepção desse deserto repete-se através das páginas da Bíblia.

Nas montanhas, e nas planícies, e nas campinas, e nas descidas
das águas, c no deserto... (Josué 12.8).

AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

John Bright - Primeiros Passos para a monarquia: Saul

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O início e o desenvolvimento da monarquia

A crise que levou a Liga Tribal de Israel ao fim ocorreu
na última parte do século onze. Ela desencadeou uma série de
acontecimentos, que, em menos de um século, transformaram
totalmente Israel e fizeram dele uma das primeiras potências de
sua época.

Este período, relativamente breve, deve ocupar um pouco
mais detidamente nossa atenção, porque é um dos períodos
mais significativos de toda a história de Israel[1].

Felizmente, temos à nossa disposição fontes que não só
são extremamente ricas (todo o livro primeiro e todo o livro
segundo de Samuel, mais os capítulos primeiro a onze do
Primeiro Livro dos Reis) mas também do maior valor histórico, pois muito deste material é contemporâneo ou quase contemporâneo aos acontecimentos descritos. Para os últimos anos
de Davi, temos na incomparável “História da Sucessão do
Trono” (2Sm 9-20; lRs 1-2) um documento com sabor de
testemunha ocular, que dificilmente foi escrito muitos anos
depois que Salomão sucedeu ao trono.

Como o autor desta obra soube fazer uso das histórias
da Arca (lSm 4,lb-7,2; 2Sm 6 [7]), pelo menos do maior
corpo das narrativas de Saul e Davi que compreendem todo o Primeiro Livro de Samuel (e o Segundo de Samuel, cc. 1 a 4), podemos presumir que estas narrativas, embora não
sejam históricas em sentido estrito, eram de origem antiga,
situando-se por volta da metade do século décimo.

29 de julho de 2015

Mapas do Antigo Oriente Próximo e do Crescente Fértil

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AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

Geografia Bíblica - Império Assírio

antigo-testamento-shema-israelAssíria

INTRODUÇÃO

Os assírios jactavam-se de descender de Assur, filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). Esse ilustre patriarca deixou a planície de Sinear para estabelecer-se em uma ci­dade localizada na orla oriental do Tigre, que passou a le­var seu nome.

Durante muito tempo, os descendentes desse renomado semita tiveram uma tranqüila existência. Abstinham-se de conílitos abrangentes.


I - A GEOGRAFIA ASSÍRIA

O território assírio, no princípio, era inexpressivo. Perdia-se entre as grandes possessões dos países circundantes. Com o passar dos séculos, foi se estendendo e abarcando muitas nações vizinhas, transformando-se em um grande império. As fronteiras assírias, porém, nunca foram definidas. Variavam de conformidade com as vitórias ou derrotas dos soberanos de Assur.

No ápice de sua glória, a Assíria ocupava uma área que ia do Norte da atual Bagdá até as imediações dos lagos Van e Urmia. Na linha leste-oeste, ia dos montes Zagros até o vale do rio Habur. Tendo em vista a sua privilegiada posição geográfica, era alvo de constantes invasões dos nô­mades e nativos do Norte e do Nordeste.

25 de julho de 2015

Geografia antiga da terra santa

Ao norte, as montanhas invernosas cobertas de neve do Líbano; ao sul o semi-árido Neguebe; a leste o extenso deserto; a oeste o Grande Mar — estas são as fronteiras naturais da Palestina. Em seus limites foi encenada a história de Israel a partir dos dias dos patriarcas.

Um exame da paisagem, estradas, antigas povoações e países que a rodeiam é o pré-requisito para a compreensão adequada desta história. Não possuímos qualquer mapa antigo que represente a Terra Santa no período bíblico. Se existisse, poderíamos supor que iria apontar para o leste, pois no hebreu antigo a palavra "avançar" também indica o leste, "atrás" e "na direção do mar" significam oeste, "direita" significa sul e "esquerda" significa norte. Benjamim ("o filho da mão direita") é a tribo dos raquelitas posicionada mais ao sul; o mar Morto é também chamado em hebraico de "mar avançado" (oriental); o Grande Mar, o Mediterrâneo de hoje, é também chamado de "último mar" (ocidental).

Um dos mapas mais antigos existentes é o de Medeba. li um piso de mosaico datado do século VI d.C. numa igreja em Medeba, a leste do mar Morto. Esse mapa tinha o propósito de mostrar a terra Santa da Bíblia e indica o leste. No centro aparece o mar Morto, no qual navegam dois barcos. Ele foi preparado mais de mil anos depois da destruição do Primeiro Templo, sendo portanto de valor limitado para a identificação de sítios antigos.

Eventos do período interstamentário

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R. K. HARRISON - A Terra Prometida e a Nação

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A Terra Prometida e a Nação 


CRONOLOGIA DESTE CAPÍTULO 

Início da Idade do Ferro  ...... 1200 - 970 a.C. 
Davi .......................................1011/10 - 971/70 a.C. 


O TERRITÓRIO QUE OS VITORIOSOS ISRAELITAS IRIAM OCUPAR JÁ 

havia sido habitado há muitos séculos, como resultado das incursões periódicas feitas pe­los povos semíticos do norte da Mesopotamia. Mesmo antes do início do terceiro milênio a.C., a localização de Jebus (mais tarde Jerusalém), Gebal, Gezer e Bete-Seã jã havia sido estabelecida e, no segundo milênio, o país havia sido ocupado pelos amorreus, heteus (ou hititas), horeus e por alguns grupos semíticos menores. Os habitantes se referiam ao seu país como Canaã, ou Kinakhna, como era chamada nas tábuas de Amarna, e esta era a designação mais antiga da Palestina, um nome pelo qual a terra se tornou conhe­cida depois da ocupação dos filisteus no século XII a.C. O nome Canaã, que aparece nos textos bíblicos e egípcios era, provavelmente, de origem hurriana, e pode ter significado “terra da púrpura”, uma alusão ao uso dos moluscos “murex” na indústria de corantes da Fenícia. As fronteiras da Canaã, sugeridas em Gênesis 10.19, incluíam todo o território que se encontra a oeste do Jordão, entre Gaza e Sidom, embora as cartas de Amarna se referissem a Canaã primeiramente em termos da costa Fenícia. 

Características Geográficas 

19 de julho de 2015

Os Impérios humanos e a supremacia divina: Império Egípcio

Império Egípcio


INTRODUÇÃO

O Egito representa uma das mais antigas civilizações humanas. Sua história é quase tão antiga como o próprio homem. Julgam alguns historiadores, por isso, ter sido o Vale do Nilo o berço da humanidade. Mas, por intermédio das Sagradas Escrituras, sabemos ser a Mesopotamia o primeiro lar de nossos mais remotos ancestrais.

Napoleão Bonaparte, em sua campanha pelo Oriente Médio, ficou extasiado com a antigüidade da civilização egípcia. Ao contemplar as colossais pirâmides, exclamou aos seus homens: "Soldados, do alto dessas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam". A grandiosidade do Egito exerce um grande atrativo sobre o nosso espírito. Como não admirar as monumentais conquistas dos forja-dores da civilização egípcia?

A presença do Egito nas Escrituras Sagradas é muito forte. Por esse motivo, precisamos conhecer melhor a his­tória e a geografia desse lendário e misterioso país. Tendo em vista o exíguo espaço de que dispomos, não poderemos tratar, com profundidade, da cultura egípcia. Cabe ao lei­tor, entretanto, aprofundar-se no assunto e buscar novas informações em uma bibliografia adequada. Basta-nos. por enquanto, alguns dados gerais sobre o outrora porten­toso império do Nilo.



I - HISTÓRIA DO EGITO

18 de julho de 2015

O Império de Alexandre

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17 de julho de 2015

Pesos e medidas bíblicos

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Gerard Van Groningen: As Profecias de Balaão

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As Profecias de Balaão

O caráter profético de Balaão tem sido extensamente discutido. Walther Eichrodt encontrou uma demonstração palpável de clarividência no adivinho e sugere que ele seja considerado um representante da atividade profética primitiva que, com o tempo, se desenvolveu no movimento profético clássico.[1] Os textos bíblicos apresentam Balaão como um homem que recebeu uma visão de Yahwéh e falou a mensagem dessa visão,[2] todavia, que foi também envol­vido numa intriga diplomática. Balaão é um caso claro de duplicidade: falou a palavra de Yahwéh, entretanto, também colocou-se ao serviço do inimigo do povo de Yahwéh.

Dificuldades Textuais

O texto bíblico apresenta um relato histórico incluindo conversações entre Balaão e os emissários de Balaque (Nm 22.7-20), Balaão e o anjo do Senhor (22.31-35), Balaão e sua jumenta (22.28-30), Balaão e Balaque, e as profecias que Balaão pronunciou em relação a Israel. Porque o texto contém esses diversos elementos muitos críticos têm tentado descobrir várias fontes originais e vários modos pelos quais editores supostamente tentaram fazer uma história integra­da, consistente, desses componentes diversos.[3] O texto contém algumas pala­vras e expressões difíceis, a maioria das quais aparece no último oráculo, que será discutido a seguir.[4]

A Esquerda, o Estado e a Teologia: Breves considerações

por Danilo Moraes

Nietzsche há tempos já divinizou a vítima, sua consideração pelo fraco é a moral dos escravos. Transformou o amor a indigência pela indigência em ideologia de vitimização universal, onde existem somente aflitos e nunca culpados.

Para que a esquerda, a teologia da libertação e certos aspectos da missão integral se tornem inocentes, é preciso culpar a direita, a teologia ocidental e qualquer forma de missão vinda da América do Norte.

Este infantilismo de pseudo-desesperados que exigem direitos e privilégios; querem impor ao conjunto do mundo político e religioso o ponto de vista dos desfavorecidos.

Pergunto: Para que se insurgir se é para se tornar pior? Historicamente tem sido demonstrado que os movimentos de libertação se tornaram os novos exploradores!

16 de julho de 2015

Roland de Vaux - Instituições Religiosas: A Função Sacerdotal


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A FUNÇÃO SACERDOTAL 

Na época patriarcal não havia sacerdócio. Os atos de culto, especialmen­te o ato central que é o sacrifício, eram realizados pelo chefe de família, Gn 22; 31.54; 46.1. Os próprios patriarcas sacrificavam nos santuários que freqüentavam e o Gênesis só fala de sacerdotes estrangeiros, que são sedentá­rios: os sacerdotes egípcios, Gn 41.45; 47.22, e Melquisedeque, o rei-sacerdote de Salém, Gn 14.18. Só dois textos implicam um santuário ao qual os ofi­ciantes deviam estar ligados: quando Gn 25.22 diz que Rebeca foi “consultar Iahvé” sobre o nascimento próximo de Esaú e Jacó, isto significa, conforme o uso comum dessa expressão, que ela foi a um lugar santo pedir um oráculo transmitido por um homem de Deus, e isto parece um anacronismo; quando Jacó promete pagar o dízimo ao santuário que ele fundou em Betel, Gn 28.22, isto supõe um santuário administrado por um corpo sacerdotal, cf. Gn 14.20, mas isto é um ato atribuído ao fundador para legitimar um costume posterior, cf. Am 4.4. O sacerdócio só aparece num estágio mais avançado de organiza­ção social, quando a comunidade especializa alguns de seus membros para a guarda dos santuários e a realização de ritos que vão se complicando. 

1. O NOME 

O ünico nome que é dado aos sacerdotes de Iahvé no antigo Testamento é kohen, este nome designa também os sacerdotes dos deuses estrangeiros: egípcios, Gn 41.45; 47.22, fenícios, II Rs 10.19; 11.18, filisteus, I Sm 5.5; 6.2, moabitas, Jr 48.7, e amonitas, Jr 49.3. A palavra é comum ao hebraico e ao fenício e é freqüente em nabateu. Mas um outro substantivo, derivado da raiz hnr, é empre­gado desde o princípio do segundo milênio a.C. nas colônias assírias da Capadócia, depois em aramaico antigo, mais tarde em palmireano e em siríaco. 

14 de julho de 2015

O período pós-exílico

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Manual bíblico Unger

9 de julho de 2015

R. K. HARRISON - Canaã e o Deserto

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Canaã e o Deserto

CRONOLOGIA DESTE CAPITULO 

Final da Idade do Bronze.................. 1550-1200 a.C.

Início da Idade do Ferro.................... 1200-970 A.c.

DEBAIXO DA DIREÇÃO DIVINA, MOISÉS FOI CAPAZ DE LIBERTAR OS descendentes dos Patriarcas da humilhação dos trabalhos forçados no Egito. Para seus antigos senhores que, desde Amenhotep II haviam empregado uma grande proporção de escravos nos projetos de construção, este foi um desastre de conside­rável magnitude. As conquistas deste guerreiro empreendedor, desenvolvidas na Síria e em Canaã, resultaram na prisão de um grande número de povos semitas e não-semitas. Entre eles havia 3.600 aperu que, julgando-se a partir de recentes inscrições, eram particularmente valiosos na execução das tarefas mais trabalho­sas. Os ambiciosos esquemas de construção de Ramsés II também haviam sido implementados através do trabalho escravo e a brutalidade dos senhores egípcios serviu para despertar um profundo ódio nesses povos, além de um ardente desejo de fugir à escravidão assim que surgisse a melhor oportunidade. 

Mas no antigo Oriente Próximo era não só impossível, como totalmente desco­nhecido, o fato de um grupo tão grande de pessoas cativas ser capaz de se libertar de uma nação tão poderosa. Um documento hitita (ou heteu) descreve um fato se­melhante que ocorreu no final do século XV a.C. Os habitantes de um povoado nas montanhas, e de alguns municípios do reino hitita, resolveram repentinamente que não desejam mais viver sob o domínio desse reino. Portanto, reuniram todos os seus bens e, em grupo, foram viver na terra de Isuwa. Embora os hititas tivessem ficado compreensivelmente perturbados com esse inesperado golpe desferido contra o seu orgulho nacional, foram incapazes de trazer essa população de volta, à força, até a época do poderoso monarca hitita Suppiluliuma. 

7 de julho de 2015

As províncias da Assíria no tempo de Tiglate-Pileser III

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Manual Bíblico Unger

4 de julho de 2015

Profetas Menores - Reis contemporâneos

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Manual Bíblico Unger