9 de dezembro de 2015

R. K. HARRISON - O Retomo e a Restauração

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O Retomo e a Restauração 


CRONOLOGIA DESTE CAPITULO 

Nabucodonosor II ............................  605-562 a.C

Nabonido .............................................. 556-539 a.C

O Período Persa ................................... 539-331 a.C

A GRANDE RIQUEZA E PROSPERIDADE DO NOVO IMPÉRIO BABILÓNICO continuou durante todo o reinado de Nabucodonosor II. A sua orgulhosa osrentaçao, como registrado em Daniel 4.30, estava certamente em conformidade com seus ambiciosos projetos de construção. Seus interesses também se estenderam para as velhas cidades sumérias, e em Ur, restaurou o vasto complexo do templo de Nanna, remodelando-o e elevando o nível do pátio externo. Essa obra parece ter sido empreendida no espírito da reforma religiosa, que coloca o relato da adoraçào da imagem, registrada em Daniel 3.1 e versículos seguintes, em uma nova perspectiva. Woolíev descobriu que as câmaras que as “hierodules" sagradas e as sacerdotisas haviam ocupado nas proximidades do santuário, foram completa­mente removidas durante a restauração. Um espaço havia sido desocupado em frente ao santuário, e um altar foi ali colocado, proporcionando plena visào aos adoradores, desse modo poderiam observar o sacerdote enquanto ele fazia suas ofertas em público, sobre o altar. 

Gerard Van Groningen: Conceito Messiânico 1 - Alguns Salmos

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Elaboração Poética do Conceito Messiânico -1 


Tendo discutido a vida de Davi e o pacto de Yahwéh com ele (capítulos 9 e 10), examinaremos agora o livro dos Salmos, cuja origem está no ambiente da monarquia,[1] e dos quais quase a metade, setenta e três,[2] são atribuídos a Davi.[3] Em nossa exposição ficará claro que alguns salmos são mais messiânicos do que outros. Dada a grande quantidade de material bíblico, discutiremos primeiramente os salmos 2-45 (cap. 11), e a seguir os salmos 68-129 (cap. 12). 

O Caráter da Revelação Poética 

Os que sustentam que o livro dos Salmos é a primeira parte escrita do Velho Testamento consideram que os textos refletem os estágios iniciais da consciên­cia religiosa de Israel, o começo de suas atividades cúlticas e os mais antigos esforços de expressar o conteúdo de suas crenças. Assim, os Salmos seriam os primeiros materiais bíblicos a serem produzidos, seguidos pelos livros históricos, os quais, por sua vez, levaram às profecias, e finalmente à formulação dos códigos de leis.[4]

11 de novembro de 2015

John Bright: A Monarquia dividida: Os primeiros cinquenta anos (922-876)

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OS REINOS INDEPENDENTES DE ISRAEL E JUDÁ

Da morte de Salomão até a metade do século oitavo

Assim que Salomão morreu (922), a estrutura por Davi
levantada desabou precipitadamente, sendo substituída por dois
Estados rivais de importância secundária. Estes Estados viveram lado a lado, às vezes em guerra entre si, outras vezes
em amigável aliança, até que o Estado do norte foi destruído
pelos assírios, precisamente duzentos anos mais tarde (722/1).

O período do qual nos ocupamos agora é um período de
grande depressão, em muitos aspectos o menos interessante da
história de Israel. A idade heróica des primórdios da nação já
tinha terminado. Mas a idade trágica de sua luta de morte
ainda não tinha começado. Foi, podemos dizê-lo, um tempo que
presenciou tantos acontecimentos como qualquer outro, porém
foram relativamente poucos os de significação duradoura.

Sobre esse período temos informações precisas, embora
nem sempre com os detalhes que seriam de se desejar. Nossa
principal fonte é o Livro dos Reis, parte do grande corpo
histórico que foi provavelmente composto um pouco antes da queda de Jerusalém, e que, embora mais preocupado com a
avaliação teológica da monarquia do que com os pormenores
de sua história, tira o grosso de seu material dos anais oficiais dos dois reinos ou, mais provavelmente, de um resumo
deles (cf. lRs 14,19.29) [1].

A narrativa do Cronista, embora repetindo na maior parte
o material do Livro dos Reis, fornece algumas informações
adicionais de grande valor[2]. Os livros dos antigos profetas,
Amós e Oséías, lançam mais luz sobre a situação interna da
história de Israel no fim do período. Além das fontes bíblicas,
temos ainda, para o primeiro período, numerosas inscrições contemporâneas que se referem diretamente à história de Israel e
projetam luz sobre não poucos detalhes.

9 de novembro de 2015

Norman Geisler - A Evidência científica para a criação

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A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA PARA A CRIAÇÃO 

A  evidência científica a favor da criação se encontra em três áreas diferentes. 

Primeiro, há evidência científica para a criação do universo físico. 

Segundo, há evidência científica para a criação da primeira vida. 

Terceiro, há evidência científica para a criação de todas as formas de vida básica, inclusive os seres humanos. 

CIÊNCIA DE OPERAÇÃO (EMPÍRICA) 

VERSUS CIÊNCIA DE ORIGEM (FORENSE) 

Antes de examinarmos esta evidência, é necessário distinguir duas categorias básicas de ciência, uma que lida com o mundo presente e a outra que lida com o mundo passado. A primeira se chama ciência de operação, e a outra, ciência de origem (veja Geisler and Anderson, OS, capítulos 6 e 7). A ciência de operação é uma ciência empírica-, a ciência de origem é mais semelhante a uma ciência forense. A ciência de operação trata das regularidades presentes, ao passo que a ciência de origem trata das singularidades passadas. A ciência de origem lida com a origem do universo e da vida, e a ciência de operação lida com o funcionamento do universo e da vida. 

A diferença crucial entre a ciência de origem e a ciência de operação é que na ciência de operação há um padrão recorrente de eventos contra os quais podemos testar uma teoria. Na ciência de origem, não há tal padrão recorrente no presente, visto que se trata de uma singularidade passada. Por conseguinte, não há modo direto de testar uma teoria ou modelo de ciência de origem. Tem de ser julgada tão plausível ou improvável pela maneira em que reconstrói consistente e compreensivelmente o passado não-observado com base nas evidências disponíveis no presente. 

Norman Geisler - A Idade da Terra

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A IDADE DA TERRA 

Pelo visto, não há modo de provar qual é a verdadeira idade do universo, quer pela ciência ou pela Bíblia, pois há intervalos conhecidos e possíveis nas genealogias bíblicas (ver mais adiante). Além do mais, há pressuposições impossíveis de provar na maioria, se não em todos os argumentos científicos a favor de uma terra velha (ver mais adiante), quer dizer, uma terra de milhões ou bilhões de anos é biblicamente possível, mas não absolutamente provável. 

Intervalos no Registro Bíblico 

O bispo James Usher (1581-1656), cuja cronologia foi usada na Bíblia Scofield, argumentou que Adão foi criado em 4.004 a.C. Todavia os cálculos estão baseados na suposição de que não há intervalos nas tábuas genealógicas de Gênesis 5 e 11, enquanto que sabemos que há. Por exemplo, a Bíblia diz: “Arfaxade [...] gerou a Salá” (Gn 11.12), mas na genealogia de Jesus registrada em Lucas 3.35,36,

25 de outubro de 2015

Norman Geisler - VISÕES SOBRE OS “DIAS” DE GÊNESIS

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VISÕES SOBRE OS “DIAS” DE GÊNESIS 


H á duas visões principais acerca do tempo envolvido na criação: a visão da terra velha e a visão da terra jovem. O último crê que o universo não tem mais que uns 15.000 anos, ao passo que o primeiro afirma que tem provavelmente uns 15.000.000 anos. 

Os proponentes da terra jovem entendem que os “dias” da criação são seis dias sucessivos, literais e solares de vinte e quatro horas cada, totalizando cento e quarenta e quatro horas de criação. Eles também rejeitam todo intervalo de tempo significativo entre as narrativas em Gênesis 1 ou dentro das genealogias em Gênesis 5 e 11.' 

A VISÃO DE SEIS DIAS DE VINTE E QUATRO HORAS DA CRIAÇÃO 

Nem todos os estudiosos que entendem que os dias de Gênesis são dias de vinte e quatro horas são proponentes da terra j ovem (alguns advogam uma teoria de intervalos). Todavia todos que sustentam uma terra jovem também sustentam a visão de dias de vinte e quatro horas. 

Argumentos Oferecidos para a Visão de Dias de Vinte e Quatro Horas 

Há muitos argumentos bíblicos apresentados a favor da posição de dias de vinte e quatro horas. Entre eles se incluem os seguintes. 

12 de outubro de 2015

Norman Geisler - A origem da criação material

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A ORIGEM DA CRIAÇÃO MATERIAL 

A criação é uma doutrina importante da Bíblia: É a primeira coisa declarada (Gn 

1.1) e uma das últimas que foram ressaltadas (Ap 4.11; 10.6; 21.5; 22.13). Na Bíblia, há centenas de referências à Criação e ao Criador, cobrindo a vasta maioria dos livros de Gênesis ao Apocalipse (ver Apêndice 2). A criação física não só inclui os objetos inanimados, mas também todos os seres vivos. 

A BASE BÍBLICA PARA A CRIAÇÃO 

A palavra criar (bara)' é usada com relação a três grandes acontecimentos em Gênesis 1: A criação da matéria (Gn 1.1), os seres vivos (Gn 1.21) e os seres humanos (Gn 1.27). Estes serão o foco de nossa discussão. 

A CRIAÇÃO DA MATÉRIA (O UNIVERSO) 

“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Com estas palavras majestosas, as Escrituras começam a descrever a origem de todas as coisas, e a criação é a fundação de tudo o mais que vem a seguir. Esta grande declaração do ato divino inicial é exclusivamente monoteísta. Esta é referência à criação do nada (ex mhilo) como é confirmado por recentes descobertas feitas na antiga Ebla (Síria). As tabuinhas de argila encontradas em Ebla declaram: 

Senhor do céu e da terra: a terra não era, tu a criaste, a luz do dia não era, tu a criaste, a manhã não era, tu a criaste, a luz matutina tu [ainda] não a tiveste feito existir. 

(Pettinato, AE, p. 259, em Merrill, BS) 

A Origem da Matéria 

Norman Geisler - Visões alternativas sobre a crição

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VISÕES ALTERNATIVAS SOBRE A CRIAÇÃO 


O cenário teológico para a doutrina cristada criação é teísta. Podemos entender melhor o teísmo em contraste com as outras duas principais visões (o panteísmo e o ateísmo; ver Volume 1, capítulo 2). Cada uma postula um ponto de vista fundamentalmente diferente sobre a origem. 

Há três alternativas primárias sobre a natureza da criação (ver Geisler, KTC, capítulo 4). Os materialistas (muitos dos quais são ateus) crêem na criação a partir da matéria (ex matéria), ao passo que os panteístas reivindicam que a criação sai de Deus (ex Deo), e os teístas afirmam que a criação foi feita por Deus do nada (ex nihiló). 

MATERIALISMO: CRIAÇÃO A PARTIR DA MATÉRIA 

A visão materialista da criação defende que a matéria (ou energia física) é eterna. A matéria sempre é e sempre será. Como reivindicam os físicos: “A energia não pode ser criada nem destruída”. Isto é conhecido como a primeira lei da termodinâmica.[1]

Há duas subdivisões básicas na visão da “criação a partir da matéria”: A que envolve um Deus (por exemplo, o platonismo), e a que não o envolve (por exemplo, o ateísmo). 

Platonismo: Deus Criou a partir da Matéria Preexistente 

R. K. HARRISON - O Exílio

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O Exílio 

CRONOLOGIA DESTE CAPÍTULO 

O Novo Império Babilónico........ 612/539 a.C. 

A CALAMIDADE QUE JEREMIAS PROFETIZOU HÁ TANTO TEMPO HAVIA finalmente alcançado o reino de Judá. A inexpugnável fortaleza de Jerusalém havia capitulado, o templo havia sido destruído, e a nação levada a um cativeiro vergo­nhoso. Este deveria ser em sua história longa e significativa, o teste mais severo a que os israelitas foram submetidos e de seu resultado dependeria o destino do Povo Escolhido. Mas o cumprimento da profecia hebraica era um assunto de pouca im­portância para os conquistadores babilônicos, pois ao conduzir Judá ao cativeiro, eles tinham outras importantes considerações em mente. Em primeiro lugar, estavam ansiosos para assegurar a redução da oposição militar palestina ao regime babil­onico, de maneira que o império pudesse fortalecer suas possessões ocidentais em preparação para um futuro ataque ao Egito. Em segundo lugar, os prisioneiros pro­veram Nabucodonosor com os serviços gratuitos de especialistas e artesãos para os seus ambiciosos projetos de construção na Babilônia. Ao deportar líderes potenciais, e também trabalhadores qualificados, os babilônios alcançaram, de uma só vez, os dois principais objetivos de suas conquistas na Palestina. 

4 de outubro de 2015

O Pentateuco - Danilo Moraes

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28 de setembro de 2015

Melhores momentos do lançamento do livro: O Pentateuco - Danilo Moraes


16 de setembro de 2015

As culturas primitivas no Oriente Médio

Os primeiros sinais da civilização humana são reconhecidos no desenvolvimento da produção de alimentos (agricultura) e na fundação de cidades e colônias organizadas. Traços de civilização foram encontrados já na Média Idade da Pedra (Mesolítico). há dez mil anos, calcula-se. Segundo os conhecimentos atuais, Jerico é a cidade mais antiga do mundo, pois no VII milênio já era cercada por um muro de pedra maciça. Jericó, ao norte da Mesopotâmia, é mais ou menos sua contemporânea, embora pareça não ter passado de um vilarejo. Só pesquisas futuras irão provar se Jerico foi realmente a primeira e única cidade na época, e se ao vale do Jordão, o menor dos vales de rio do Crescente Fértil, cabe a designação "berço da civilização".

Durante o V milênio (Idade da Pedra — Final — Neolítico), e o IV milênio (Calco lítico), o progresso do homem está em evidência através de todo o Crescente Fértil. Nesse período, a Mesopotâmia toma a dianteira, mas no Egito desenvolvimentos paralelos também estavam tendo lugar, assim como nos outros países que ficam entre eles — Palestina e Síria. Essas culturas primitivas recebem hoje o nome dos sítios onde foram primeiro descobertas. Na tabela comparativa, as principais culturas são listadas cronologicamente.

AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

Gerard Van Groningen: A Revelação Messiânica no Reinado de Davi e Salomão

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A Revelação Messiânica no Reinado de Davi e Salomão 

O período de tempo que cobre o reinado de Davi e Salomão é essencial por várias razões. Os descendentes de Abraão como povo adquiriram o status de nação entre nações. Davi, tendo derrotado os filisteus definitivamente e feito de Jerusalém sua própria cidade e centro administrativo do país, organi­zou as estruturas políticas de maneira que a nação pudesse funcionar bem politicamente. Internacionalmente, durante o mesmo período político, Israel foi reconhecido como um grande poder — política, militar e comercialmente. Assim, a promessa de que a semente de Abraão se tomaria uma grande e famosa nação foi cumprida (cf. Gn 12.2; 15.5,14). Profecias dos tempos primi­tivos foram cumpridas nesse tempo, tais como: um rei veio da tribo de Judá; o povo desfrutou prosperidade e paz nesse período. Assim considerado retros­pectivamente, foi um tempo de cumprimento profético.[1] Foi também um tempo de antecipação profética. Não somente foram repetidas profecias dadas no passado, explicadas e amplificadas, mas foram enunciadas profecias adicio­nais. Revelações recebidas no passado foram cumpridas em certa extensão, enquanto que nova revelação a respeito do Messias foi dada por meio de agentes escolhidos por Deus.[2] Além disso, durante esse período, poetas crentes foram inspirados a escrever muitos dos salmos. Esses autores, emitindo res­postas de fé à revelação prévia, trabalharam minuciosamente sobre essa reve­lação.[3]

Os peritos em Velho Testamento concordam unanimemente que o período que compreende os reinados de Davi e Salomão é da máxima importância. Não há, entretanto, nenhum consenso sobre por que esse período é tão importante. As opiniões são particularmente divergentes sobre: (1) a extensão dos aspectos messiâncios presentes; (2) se tais elementos messiânicos eram revelados; e (3) se eles surgiram de pensamentos, aspirações humanas ou teologia. Alguns eruditos negam que haja qualquer significação especificamente messiânica nesse período.[4]

A passagem central e crucial que cobre esse período é o pacto de Deus com Davi (2 Sm 7.1-17; 1 Cr 17.1-15). O reinado de Davi (2 Sm 8.1-24.25 par.) e o reinado de Salomão (1 Rs 1.1-11.43 par.) provêem o que se constitui contexto histórico mais amplo. A discussão e os debates que surgem da consideração dessas passagens são extensos.[5] Um sumário de todos os materiais é impossível e desnecessário para este nosso estudo. Alguns dos pontos de vista divergentes serão discutidos ou referidos nas considerações sobre o próprio conteúdo dessa importante passagem. 

Davi, o Recipiente do Pacto de Deus (2 Sm 7.1-17, par. 1 Cr 17.1-15) 

9 de setembro de 2015

Lançamento do Livro - O Pentateuco

É com muita alegria que eu te encaminho este convite para o lançamento do meu livro "O PENTATEUCO - Uma critica dos pressupostos científicos das Hipóteses Documentárias em face da autoridade bíblica e seus fundamentos".

O lançamento é pela editora Fonte Editorial

Conto com sua presença para prestigiar este momento.

Por gentileza confirme sua presença.

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2 de setembro de 2015

John Bright - A unidade monárquica de Israel: Salomão

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A UNIDADE MONÁRQUICA DE ISRAEL: SALOMÃO
(aproximadamente 961-922) [1]

1. Salomão como homem de Estado: a política nacional

Há poucas figuras mais difíceis de serem avaliadas do que
Salomão, e isto porque os dados sobre ele não são tão completos como deviam ser, nem em ordem cronológica. Ele era
naturalmente um homem de grande astúcia, capaz de realizar
plenamente as potencialidades econômicas criadas por Davi.
Ao mesmo tempo, ele manifestou em outras áreas uma cegueira tal, para não dizer uma estupidez, que apressou a desintegra-
ção deste império. Salomão, até certo ponto, por causa da
situação que enfrentou, mostrou-se muito diferente de seu pai.
Não era guerreiro, e tinha pouca necessidade de o ser, pois
nenhum inimigo externo ameaçava seu reino. Politicamente,
seu dever também não era o de defender o estado ou ampliá-lo,
mas de conservá-lo unido. E nisto, na maioria das vezes, foi
bem sucedido.

Consolidação do poder sob Salomão. — Tendo subido
ao trono como co-regente de seu pai, Salomão teve poucos pro-
blemas em estabelecer-se. Desde que Adonias e seus adeptos
se submeteram a ele servilmente, foi desnecessário derramamento
de sangue, Mas, quando o idoso Davi morreu (lRs 2,10ss),
Salomão pronta e cruelmente removeu tudo o que pudesse
desafiar sua autoridade (vv. 13-46). Adonias que, pelo fato de
pretender a mão da concubina de Davi, Abisag, tinha indicado
que ainda não desistira de reivindicar o trono (cf. v. 22; 2Sm
16,21ss), foi sumariamente executado. Abiatar, tendo sua
vida poupada em virtude da lealdade passada para com Davi,
foi exonerado de seu cargo e mandado para sua casa em Anatot. Joab, sabendo que poderia ser o próximo, refugiou-se
no Tabernáculo do Senhor. Mas seu rival, o inescrupuloso
Banaías, por ordem de Salomão, entrou logo após e o massa-
crou, herdando sua posição. Quanto a Semei, o familiar de
Saul que amaldiçoou Davi quando este fugiu de Absalão
(2Sm 16,5-8), recebeu ordem de ficar recluso na cidade, de-
vendo ser executado ao primeiro sinal de desobediência.

29 de agosto de 2015

R. K. HARRISON - A Queda de Judá

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A Queda de Judá 

CRONOLOGIA DESTE CAPITULO 

Ezequias .................................................. 716/15-687/86 a.C.

Terceiro Cativeiro de Judá................ ....................... 581 a.C. 



O COLAPSO DO REINO DO NORTE, ANTES DA VIOLENTA INVESTIDA DA Assíria, apresentou sérios problemas para Judá. Joacaz ainda estava pagando tributos substanciais para o império assírio, e embora a economia de Judá estivesse relativamente estável, a posição da nação em outros aspectos era extremamente vulnerável. Os assírios pareciam decididos a conquistar o Egito, ou no mínimo em reduzir o seu poder, e o reino do sul formou uma base avançada importante para esse objetivo. O fato de Judá se revol­tar contra os seus senhores assírios e buscar a proteção do Egito, serviria meramente para executar prontamente os planos assírios para a extensão dos interesses imperiais no oes­te. Visto que os recursos militares de Judá eram totalmente inadequados para enfrentar a ameaça de invasão, a maior segurança para o reino do sul pareceu estar na preocupação com assuntos domésticos e na desistência das alianças com os poderes estrangeiros. 

Estas eram as dificuldades com que Ezequias (716/15-687/86 a.C.), filho e sucessor de Joacaz I, se confrontou, quando ascendeu ao trono. Era um homem profundamente religioso que, no início de seu reinado, foi guiado pelo profeta Miquéias para empre­ender um programa de reforma religiosa destinado a reverter as políticas religiosas de seu pai e a erradicar a influência nociva do culto a Baal no reino do sul. Assim, destruiu todos os altos onde as cerimônias religiosas pagãs tinham ocorrido, e fez desaparecer todos os objetos de culto que poderiam ter qualquer significado pagão, incluindo a serpente de metal que Moisés tinha feito e que havia sido preservada no Templo (2 Rs 18.4). A queda recente de Israel acrescentou sanção às reformas, e a consequente puri­ficação da vida religiosa bem como o resgate da adoração a Jeová. 

Campanha de Senaqueribe em Judá (701 a.C.)

Com um exagero característico, as crônicas históricas de Senaqueribe descreveram o tributo exigido de Ezequias, que consistia de trinta talentos de ouro, oito¬centos talentos de prata, e uma ampla variedade de produtos valiosos. O relato em 2 Reis 18.14, no entanto, indica que Ezequias pagou somente trezentos talentos de prata e trinta talentos de ouro.
Enquanto Senaqueribe estava sitiando Laquis, ele enviou um de seus oficiais (cujo título, Rabsaque, foi o único a sobreviver), a Jerusalém a fim de persuadir os cidadãos a se renderem. Falando em hebraico, ele se dirigiu a todos os que pudes¬sem ouvi-lo, e declarou que a campanha que estava sendo travada por Senaqueribe tinha a aprovarão de Jeová, e que Ezequias, portanto, não poderia salvar o seu povo do desastre, Mas embora ele tenha prometido um bom tratamento para to-dos aqueles que se rendessem, o moral dos judeus permaneceu inabalado por esta tentativa de batalha psicológica. Ezequias foi assegurado independentemente por Isaías de que Deus livraria Jerusalém miraculosamente das forças assírias. Como resultado, ele ignorou as ameaças assírias (Is 36.1 — 37.38).
E significativo que Senaqueribe não tenha reivindicado a conquista de Jerusalém em vista da praga devastadora, provavelmente bubônica em natureza, que matou os assírios (2 Rs 19.35). Além disso, o fato de não ocorrer nenhuma menção desta revira¬volta nas crônicas históricas de Senaqueribe é uma característica daquela época, pois quando as crônicas estavam sendo compiladas pelas nações do Oriente Próximo, as derrotas e os fracassos eram invariavelmente ignorados. Após este episódio, Senaqueribe retornou a Nínive deixando a Judéia, e em 681 a,C. foi assassinado por seus filhos (2 Rs 19.37), sendo sucedido por Esar-Hadom (681-669 a.C).
A retirada do exército assírio de Jerusalém foi saudada como um livramento nacional, e isso encorajou Ezequias a iniciar a restauração da prosperidade mate¬rial de seu reino, O resto de seu reinado passou de forma rotineira, e por volta de 686 a.C. foi sucedido por seu filho Manasses. 

28 de agosto de 2015

A economia do Antigo Oriente

A produção de alimentos era a base da economia da Antiguidade. A alimentação era monótona e muito mais simples que a de hoje. Cada região dependia principalmente da produção local. Embora houvesse lugares onde se vendiam cereais e outros alimentos, o escopo de tal comércio mantinha-se restrito.

No Antigo Oriente, a produção de cereais era feita nas planícies junto aos rios, Nas regiões circunjacentes, marginais, nas estepes e planícies do norte, era comum a criação de ovelhas, bem como a de gado e de cavalos em certas áreas. A criação de camelos em larga escala, principalmente no deserto da Arábia, não começou até fins do segundo milênio. O jumento era o animal de carga mais importante.

25 de agosto de 2015

Gerard Van Groningen: A Revelação Messiânica de Josué a Samuel

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A Revelação Messiânica de Josué a Samuel 

Josué como Figura Messiânica 

"O Livro de Josué é uma das obras históricas e religiosas criticamente importantes da Bíblia." Assim Robert G. Boling começa seu comentário sobre Josué.[1] Uma leitura de várias introduções e comentários a Josué confirma a opinião de Boling. Questões relativas ao caráter histórico dos eventos registra­dos, autoria, tempo em que foi escrito (ou editado) e o lugar e função de Josué no cânon do Velho Testamento têm respostas variadas.[2] Marten Woudstra, embora revele plena consciência dessas várias posições, apresenta sua própria,
que difere radicalmente dos pontos de vista dos críticos (notadamente dos especialistas da crítica histórica e literária). A posição de Woudstra pode ser considerada uma reafirmação do ponto de vista historicamente aceito (isto é, a posição conservadora), e com razão. Ele, entretanto, rejeita a história bíblica, o uso moralístico de Josué, e apresenta o seu caráter profético ("Assim diz o Senhor") e programático. Corretamente, ele considera que o livro é parte integral da revelação de Deus para a humanidade e que expõe o programa de Deus para seu povo pactuai num momento crucial de sua história.[3]

Os variados pontos de vista sobre o livro de Josué têm uma influência direta sobre a resposta à questão da revelação do conceito messiânico. Se Josué for tomado como história do desenvolvimento religioso de Israel, será inaceitável o conceito da revelação de Deus a Israel através de seus servos escolhidos. Becker assume exatamente a abordagem crítico-histórica: "Consideramos que as profecias messiânicas não podem ser tidas como predições visionárias de um cumprimento em o Novo Testamento. Na verdade, não havia sequer algo parecido com uma expectativa messiânica até os últimos dois séculos antes de Cristo.[4] Os eruditos que vêem os livros de Josué a 2 Reis como obra teológica de um editor-comentador-teólogo, também respondem à questão da revelação divina de um conceito messiânico de forma diversa daqueles que aceitam esses livros como revelação de Deus. Deve ser dito, entretanto, que alguns desses eruditos que mantêm este ponto de vista "teológico" admitiriam que há traços ou pontos messiânicos nesses escritos.[5] Vários eruditos que sustentam o caráter revelatório dos "Profetas Anteriores"[6] relutam em mostrar toda a importância do conceito messiânico revelado nesses livros, a menos que se admita que eles não estão suficientemente cônscios das circunstâncias históricas dos livros e, ainda mais, que eles, influenciados pelo ensino do Novo Testamento, desco­brem esses fatos nos relatos do Velho Testamento. Devemos compreender que há uma tênue linha entre o que o Novo Testamento atesta a respeito do conceito messiânico contido no Velho Testamento e o que o Novo Testamento acrescen­ta através da expansão e do cumprimento desse conceito.[7] O primeiro está no Velho Testamento pela obra revelatória de Deus, o último não está. 

23 de agosto de 2015

Geografia Bíblica - As rotas internacionais no Antigo Oriente

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As estradas principais desempenharam um papel muito importante na história da Terra Santa. As povoações da Palestina se localizam nas encruzilhadas do Antigo Oriente. A rota mais importante era a estrada que ia da Mesopotâmia ao Egito, e nela fundaram-se destacados centros políticos. Desde os primeiros tempos as caravanas comerciais viajavam pelas principais estradas, levando seus produtos, objetos preciosos e artigos de luxo. Prover as necessidades das caravanas e a sua segurança tornou-se uma fonte constante de renda. Essas estradas, porém, não eram abertas apenas pura o comércio: campanhas e conquistas militares também as palmilharam no decurso da História, deixando na sua esteira destruição e desolação. Na maioria dos períodos, a Terra Santa foi dominada por poderes estrangeiros, do norte ou do sul, que procuravam principalmente tomar posse dessas rotas.

22 de agosto de 2015

John Bright - A monarquia de Israel: Rei Davi

A MONARQUIA UNIDA DE ISRAEL: REI DAVI
(Aproximadamente 1000-961) [1]

1. Ascensão de Davi ao poder

A queda de Gelboé deixou Israel à mercê dos filisteus,
que se aproveitaram da situação vantajosa em que se encontravam e ocuparam pelo menos a mesma extensão de terra
que possuíam antes que Saul entrasse em cena. Embora não
se aventurassem até a Transjordânia, e talvez não muito para o
interior da Galiléia, suas guarnições, mais uma vez, se esta-
beleceram nas montanhas centrais (2Sm 23,14)[2]. A situação
de Israel parecia sem esperança. Entretanto, ele ergueu-se
novamente com incrível rapidez, e dentro de poucos anos já
se havia tornado a principal nação da Palestina e da Síria. Isso
foi obra de Davi.

a. Davi e Isbaal: Reis rivais. — As pretensões da casa
de Saul foram perpetuadas por seu filho sobrevivente, Isbaal,
que tinha sido levado para Maanaim, na Transjordânia, por
seu parente Abner, que sobrevivera ao massacre de Gelboé e
que lá o proclamou rei (2Sm 2,8ss). Tratava-se de um governo
refugiado, se é que se pode chamá-lo de governo, como indica
sua localização fora do alcance dos filisteus. Embora pretendesse governar um território considerável (o centro da Palestina,
Esdrelon, Galiléia e Galaad) é difícil de ver nisto mais do que
uma pretensão.

Geografia Bíblica - Planícies da Terra Santa

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Planícies da Terra Santa

INTRODUÇÃO

Os geógrafos modernos, de modo geral, dividem a Ter­ra de Israel em cinco principais planícies: Acre, Sarom, Filístia, Sefelá e Armagedom. Um conhecimento mais de­talhado desses lugares faz-se necessário, em virtude de sua importância na História Sagrada. Lancemos mão, portan­to, de um importante ramo da Geografia para conhecê-los melhor.

"Topografia" significa, literalmente, descrição de um lugar ou de uma região. Essa palavra é formada por dois termos gregos: "topos" - região e "gráphein" - descrever. Essa ciência ocupa-se da medida e representação geomé­trica de uma determinada porção da superfície do globo.

Seu principal objetivo é fornecer dados para a confecção de cartas geográficas.

Gerhard Kremer, conhecido como Mercator, criou, no Século XVI, os postulados básicos dessa ciência.


I - PLANÍCIE DO ACRE

Geografia Bíblica - Israel: O solo sagrado por excelência

antigo-testamento-danilo-moraesIsrael, palmilhando a Terra Santa

INTRODUÇÃO

Quando lemos a Bíblia, deparamo-nos com centenas de nomes de lugares da Terra Santa, onde desenvolveu-se a maravilhosa História da Salvação. Movidos por irre­primível curiosidade, desejamos conhecer tudo isso "in lo­co". Nem sempre, porém, é possível fazê-lo.

- E por que não visitá-los, então, espiritualmente?

Apelemos, pois, à Geografia Bíblica. Nas asas de suas minuciosas e exatas descrições, voemos a Israel. Palmilhe­mos os lugares percorridos pelos patriarcas, profetas e apóstolos. Divisemos, em cada mapa, o meigo Salvador. Km cada acidente geográfico, a relevância do amor de Deus.


I - A HISTÓRIA DE ISRAEL COMEÇA NO CRES­CENTE FÉRTIL

O Crescente Fértil, não obstante sua vital importân­cia à História da Salvação, é um insignificante retângulo localizado na Ásia Ocidental. Encerrando uma área de 2.184.000 km , representa apenas a 234ª parte da superfície da Terra. Essa região estende-se em forma semicircular entre o Golfo Pérsico e o Sul da Palestina.

Geografia Bíblica - Império Romano

antigo-testamento-danilo-moraesO Império Romano

INTRODUÇÃO

Simbolizado pelo ferro, o Império Romano conquistou e subjugou muitos povos. Do Ocidente ao Oriente, o peso de seus punhos era conhecido e proverbial. Jamais houvera reino tão poderoso! A simples menção de seu nome era mais do que suficiente para amedrontar povos, derrubar reis e dilatar fronteiras.

Eis como Daniel viu esse férreo império: "Depois dis­to, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível,, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres" (Dn 7.7).

As histórias de Roma e Israel estreitam-se em Jerusa­lém e na Eternidade. Em Jerusalém, porque foram os ro­manos que destruíram a amada e idolatrada capital do ju­daísmo. Na eternidade, porque foram os romanos, também, quem assinaram a sentença de morte de Cristo, o Fi­lho do Deus Vivo!

O Império Romano, portanto, será tratado com severi­dade no Dia do Senhor!


I - HISTÓRIA DO IMPÉRIO ROMANO

15 de agosto de 2015

Geografia Bíblica - Império Grego

claudionor-andrade-antigo-testamentoO Império Grego


INTRODUÇÃO

A Grécia é o berço da civilização ocidental. Dos gregos, herdamos a democracia, a concepção clássica das artes e, principalmente, a filosofia. Não obstante a exigüidade de suas possessões geográficas, a antiga Grécia continua a nos influenciar. Não fossem os helenos não haveria a tradicional divisão do mundo entre Ocidente e Oriente.

Amantes da liberdade e acostumados às discussões ao ar livre, os gregos legaram-nos um inestimável tesouro - as bases de nossa civilização. Eles, ao contrário dos indianos, chineses e outros povos orientais, discutiam racionalmente todos os assuntos pertinentes à "polis", - cidade, em grego. Acariciados pelos ventos elísios, deleitavam-se em perquirir e filosofar. Tornarem-se amigos da sabedoria - eis a sua maior ambição.

Sob essa atmosfera, tão propícia ao desenvolvimento do espírito, surgiram grandes gênios: Tales, Empédocles, Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles e muitos outros. Visando ao desenvolvimento integral do ser humano, os gregos não se preocupavam apenas com a mente. Voltavam-se, com o mesmo afinco, ao aprimoramento físico. É comum, pois, vislumbrarmos nas esculturas áticas verdadeiros Adônis e Vênus.

Sob o comando de Alexandre Magno, esse ilustre povo conquistou o mundo influente de então e espalhou sua cultura por todas as terras. Foi esse soberano macedônio quem destruiu o Império Persa. As façanhas desse jovem e audaz monarca tornaram-se proverbiais.


I - HISTÓRIA DA GRÉCIA

Geografia Bíblica - Império Persa

claudionor-andrade-antigo-testamentoO Império Persa

INTRODUÇÃO

Com a destruição do Império Babilônico surge uma nova superpotência no Médio Oriente. A coligação medo-persa transforma-se, rapidamente, em um vastíssimo rei­no. No tempo de Assuero, por exemplo, a Pérsia dominava sobre 127 províncias, da índia à Etiópia. Jamais surgira reino de tão dilatadas possessões!

Durante o Império Persa, os judeus foram tratados com longanimidade e condescendência. Permitiam-lhes os soberanos persas, por exemplo, as manifestações de sua re­ligiosidade e tradições nacionais. Nesse período, obtêm os dispersos de Judá permissão para voltar à amada e ines­quecível Terra de Israel e reconstruir o santo Templo e suas casas.

Como todo o poderio humano é efêmero, o Império Persa não deixaria de exalar o último suspiro. Em seu lu­gar, outro reino emergiria. A História vai sendo escrita com a ascensão e queda dos impérios. A soberana vontade do Todo-poderoso, entretanto, permanece incólume e ab­soluta.


I - HISTÓRIA DO IMPÉRIO PERSA

Geografia Bíblica - Império Babilônico

claudionos-andrade-antigo-testamentoBabilônia


INTRODUÇÃO

Babilônia, nas Sagradas Escrituras, é sinônimo de po­der e glória. A história desse império, simbolizado pelo ou­ro, é antiquíssima. Trata-se de uma das primeiras civiliza­ções da Terra. As crônicas babilônicas estão intimamente associadas com as da Mesopotâmia - berço da raça huma­na.

Como não associar, também, a história babilônica à hebraica? Séculos de convívio, nem sempre belicosos, li­gam ambos os povos. Babilônios e hebreus, segundo alguns estudiosos, são oriundos de uma mesma família semita. O patriarca Abraão, a propósito, é originário de Ur dos Caldeus.

Conhecer Babilônia é, acima de tudo, vislumbrar as funestas conseqüências da soberba humana.

I - HISTÓRIA DE BABILÔNIA

2 de agosto de 2015

Geografia Bíblica - Regiões geográficas da Palestina

antigo-testamento-shema-israelREGIÕES GEOGRÁFICAS DA PALESTINA

O terreno da Terra Santa é bastante variado, principalmente devido aos fortes contrastes climáticos de região para região. A principal característica do relevo da Terra Santa e da Síria é a grande fenda que se estende desde, o norte, da Síria, atravessando o vale do Líbano, o vale do Jordão, o Arabá e o golfo de Elate, até a costa sudeste da África. Esta fissura divide a Palestina em ocidental — Cisjordânia — e a oriental — a Transjordânia. Há enormes diferenças de altitude em curtas distâncias.

A distância entre o Hebrom e as montanhas de Moabe em linha reta, não passa de 58 quilômetros, embora ao atravessá-la seja necessária uma descida de +915 metros para -396 metros abaixo do nível do mar (o ponto mais baixo na face da Terra), seguida de uma subida de mais de +915 metros, fisses contrastes formam o árido Arabá, na extremidade do deserto da Judéia, com suas escarpas irregulares, e, do lado oposto, os planaltos férteis e irrigados da Transjordânia. Essas variações de terreno e clima deram lugar a padrões extremamente diversos de povoados na Palestina, que resultaram em divisões políticas correspondentes na maioria dos períodos.

Em várias ocasiões, as regiões mais distintas da Terra Santa são claramente definidas e listadas na Bíblia segundo a topografia e o clima (Dt 1.7; Js 10.40; 11.16; Jz 1.9 etc.). Até mesmo uma lista da classificação geográfica administrativa das cidades de Judá é dividida em quatro regiões principais: Neguebe (sul), Sefelá (planícies), região montanhosa e estepe ou deserto (Js 15.21,33,48,61).

AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.



R. K. HARRISON - O reino unido e dividido

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O Reino Unido e Dividido 

CRONOLOGIA DESTE CAPITULO 

Davi.....................................1011/10-971/70 a.C.
Salomão.............................. 971/70-931/30 a.C.
Queda de Samaria ...............722 a.C. 

EMBORA A AMEAÇA IMEDIATA AO BEM-ESTAR DE DAVI TIVESSE SIDO removida pela morte de Saul, a vitória dos filisteus em Gilboa gerou um estado de crise na história política dos israelitas. Eles não só haviam perdido a liderança, mas também perderam o controle do fértil vale de Jezreel, que se estendia a sudeste do monte Carmelo até o rio Jordão. A estrada principal da Síria ao Egito, cruzava a parte norte deste vale, enquanto que no sul, se localizava a principal rota comer­cial entre Damasco e Jerusalém. O vale tinha, por muito tempo, sido cobiçado pelos invasores da Palestina por causa de sua importância estratégica, e com os fi­listeus no controle, o declínio da sociedade hebréia foi virtualmente assegurado. 

A Unção de Davi 

Ainda mais séria foi a rivalidade interna que se levantou sobre a questão de um sucessor para Saul. As tribos do norte permaneceram leais à casa do rei morto, e aceitaram o governo de Isbosete, o quarto filho de Saul. Com a ajuda de seu gene­ral, Abner, ele estabeleceu a sua capital em Maanaim na Transjordânia, enquanto Davi voltou para a tribo de Judá e se estabeleceu na antiga cidade de Hebrom. Aqui Davi foi ungido governante sobre a casa de Judá, e governou por sete anos. Sob tais circunstâncias, a guerra entre ele e os sucessores de Saul foi quase inevitável, e uma batalha entre os grupos opositores de guerreiros (2 Sm 2.15) iniciou o pro­cesso de deterioração que culminou na extinção da casa de Saul. Abner discutiu com Isbosete a respeito de uma das concubinas reais, e imediatamente transferiu a sua lealdade a Davi na esperança de que este gesto permitisse que Davi se tomasse governante das tribos israelitas do norte, bem como de Judá. Mas Abner descobriu que como um pré-requisito à aceitação de sua lealdade, Davi exigiu o retorno de sua ex-esposa Micai, casada naquela época com Paltiel (Palti). 

1 de agosto de 2015

Grant R. Osborne - Lei do Antigo Testamento

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Lei do Antigo Testamento

Poucas áreas na Bíblia são tão confusas para o cristão comum como a Torá (= a parte legal do Pentateuco). A razão pela qual Deus determina que certos animais e aspectos da vida sejam considerados impuros parece desconcertante, e os vários ri­tuais sacrificiais simplesmente não fazem sentido. Encaremos a verdade: a maioria de nós nunca ouviu um sermão feito sobre a Torá, e a maioria dos pastores nunca pensou de fato em fazer tal tipo de pregação. Por que é assim? Daniel Block oferece cinco motivos para os cristãos não estudarem as passagens da Torá, chamando-os de “con­cepções míticas” (2005:1): (1) o mito ritualista, que nos faz acreditar que as partes da lei se resumem em “trivialidades ritualistas enfadonhas” que foram negadas pela cruz; (2) o mito histórico, que estabelece que a Torá foi originada numa cultura antiga e tão distante da nossa, que só pode ser interessante para os antiquários; (3) o mito ético, que nos faz pensar que a Torá “reflete um padrão ético que deve ser rejeitado como grotescamente inferior à lei do amor”, conforme foi estabelecida no Novo Testamento; (4) o mito literário, que nos confunde por fazer acreditar que o gênero é tão diferente do estilo atual que nunca poderíamos compreendê-lo; e, por fim, (5) o mito teológico, que nos dá a impressão de que o Pentateuco “apresenta uma visão de Deus que é total­mente censurável para a sensibilidade moderna”. O resultado é uma completa aversão e confusão criadas apenas para nos levar a evitar as passagens da Torá. 

Devemos começar nos perguntando por que Deus faria tal coisa, isto é, desenvol­ver semelhantes regulamentos enigmáticos. Douglas Stuart se refere a “três narrativas que definem Israel como povo” no livro de Êxodo: (1) Deus o libertou da escravidão imposta pelo império mais poderoso do mundo; (2) a presença Shekinah de Deus voltou para Israel, distinguindo esse povo das outras nações; (3) Deus reconstituiu Israel como seu povo especial ao pé do monte Sinai (2006:163). Os israelitas haviam passado trezentos anos sob o domínio da cultura egípcia e agora se tomaram um povo separado sob o domínio de Deus. É difícil conceber a extensão dessa tarefa e do despreparo do povo para tal empreendimento. A Torá foi dada a Israel para ser guia nessa tarefa. 

USOS DO TERMO TÔRÂ NO ANTIGO TESTAMENTO 

Gerard Van Groningen: Os Três Ofícios de Moisés (Dt 17.14-18.22)

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Os Três Ofícios de Moisés (Dt 17.14-18.22)[1]

Moisés serviu em várias qualidades: como juiz, legislador, administrador, sacerdote e profeta. Sob sua liderança várias posições oficiais tomaram-se mais especificamente definidas e começaram a funcionar como um ofício distinto prescrito por Yahwéh. O ofício do sacerdócio foi o primeiro a ser definido, organizado e administrado.[2] Uma vez feito isso, Moisés não mais serviu na qualidade de sacerdote. O ofício de profeta tomou-se, no correr do tempo, mais e mais distinto. Por exemplo, Moisés servia como um porta-voz oficial (Êx 19.3-20.26); quando Miriam e Aarão desafiaram Moisés Yahwéh foi muito específico. Ele tinha chamado e nomeado seu porta-voz—nenhum outro senão Moisés (Nm 12.1-8). O ofício de rei não foi definido e estabelecido sob Moisés. Funções reais foram praticadas, como repetidas vezes temos indicado neste nosso estudo. O conceito de realeza esteve presente desde o princípio das relações de Yahwéh com a humanidade. O ofício de rei havia de tomar-se realidade, formalmente, oficialmente, no tempo devido; Moisés tomou isso inteiramente claro.

Durante os dias finais de sua vida, Moisés proferiu três discursos de despedida, que constituem o Deuteronômio. No primeiro discurso (Dt 1.1- 4.43), o servo de Deus relembra os atos de Yahwéh em favor de Israel, desta­cando algumas das atitudes de Israel, inclusive aquelas que não eram positivas. No segundo, um discurso mais longo (4.44-26.19), Moisés recordou a relação pactual que Yahwéh tinha estabelecido com Israel no Monte Sinai (caps. 5-11), reafirmou os preceitos para o culto (caps.12-16) e enunciou vários assuntos civis e cúlticos (caps. 17-27).[3] O último discurso (27.1-31.30) trata das bênçãos e maldições da lei mosaica.

Mapas Templo de Jerusalém

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templo-jerusalem

31 de julho de 2015

Geografia Bíblica - Os desertos que cercam a Palestina

antigo-testamento-shema-israelA Terra Santa situa-se entre o mar e o deserto, e ambos influenciam a sua natureza. O vento ocidental traz chuvas benéficas, enquanto os orientais só trazem a secura do deserto. Quanto mais alto o lugar, ou quanto mais próximo do mar, tanto mais úmido o clima.

O sul da Palestina encontra-se numa faixa de zona árida que rodeia o globo. As extensas regiões desérticas incluem a Terra Santa ao sul e a leste, com o majestoso monte Seir projetando-se como um dedo em direção à parte central do deserto.

Não existe uma fronteira natural definitiva separando a área povoada das regiões desérticas, e os famintos pastores da estepe bateram às portas da Terra Santa desde tempos imemoriais. A influência da estepe e do deserto na história da Terra Santa é profunda, e a percepção desse deserto repete-se através das páginas da Bíblia.

Nas montanhas, e nas planícies, e nas campinas, e nas descidas
das águas, c no deserto... (Josué 12.8).

AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

John Bright - Primeiros Passos para a monarquia: Saul

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O início e o desenvolvimento da monarquia

A crise que levou a Liga Tribal de Israel ao fim ocorreu
na última parte do século onze. Ela desencadeou uma série de
acontecimentos, que, em menos de um século, transformaram
totalmente Israel e fizeram dele uma das primeiras potências de
sua época.

Este período, relativamente breve, deve ocupar um pouco
mais detidamente nossa atenção, porque é um dos períodos
mais significativos de toda a história de Israel[1].

Felizmente, temos à nossa disposição fontes que não só
são extremamente ricas (todo o livro primeiro e todo o livro
segundo de Samuel, mais os capítulos primeiro a onze do
Primeiro Livro dos Reis) mas também do maior valor histórico, pois muito deste material é contemporâneo ou quase contemporâneo aos acontecimentos descritos. Para os últimos anos
de Davi, temos na incomparável “História da Sucessão do
Trono” (2Sm 9-20; lRs 1-2) um documento com sabor de
testemunha ocular, que dificilmente foi escrito muitos anos
depois que Salomão sucedeu ao trono.

Como o autor desta obra soube fazer uso das histórias
da Arca (lSm 4,lb-7,2; 2Sm 6 [7]), pelo menos do maior
corpo das narrativas de Saul e Davi que compreendem todo o Primeiro Livro de Samuel (e o Segundo de Samuel, cc. 1 a 4), podemos presumir que estas narrativas, embora não
sejam históricas em sentido estrito, eram de origem antiga,
situando-se por volta da metade do século décimo.

29 de julho de 2015

Mapas do Antigo Oriente Próximo e do Crescente Fértil

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shema-israel-antigo-testamento

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AHARONI, Yohanan et al. Atlas Bíblico. Rio de Janeiro : CPAD, 1999.

Geografia Bíblica - Império Assírio

antigo-testamento-shema-israelAssíria

INTRODUÇÃO

Os assírios jactavam-se de descender de Assur, filho de Sem e neto de Noé (Gn 10.11). Esse ilustre patriarca deixou a planície de Sinear para estabelecer-se em uma ci­dade localizada na orla oriental do Tigre, que passou a le­var seu nome.

Durante muito tempo, os descendentes desse renomado semita tiveram uma tranqüila existência. Abstinham-se de conílitos abrangentes.


I - A GEOGRAFIA ASSÍRIA

O território assírio, no princípio, era inexpressivo. Perdia-se entre as grandes possessões dos países circundantes. Com o passar dos séculos, foi se estendendo e abarcando muitas nações vizinhas, transformando-se em um grande império. As fronteiras assírias, porém, nunca foram definidas. Variavam de conformidade com as vitórias ou derrotas dos soberanos de Assur.

No ápice de sua glória, a Assíria ocupava uma área que ia do Norte da atual Bagdá até as imediações dos lagos Van e Urmia. Na linha leste-oeste, ia dos montes Zagros até o vale do rio Habur. Tendo em vista a sua privilegiada posição geográfica, era alvo de constantes invasões dos nô­mades e nativos do Norte e do Nordeste.

25 de julho de 2015

Geografia antiga da terra santa

Ao norte, as montanhas invernosas cobertas de neve do Líbano; ao sul o semi-árido Neguebe; a leste o extenso deserto; a oeste o Grande Mar — estas são as fronteiras naturais da Palestina. Em seus limites foi encenada a história de Israel a partir dos dias dos patriarcas.

Um exame da paisagem, estradas, antigas povoações e países que a rodeiam é o pré-requisito para a compreensão adequada desta história. Não possuímos qualquer mapa antigo que represente a Terra Santa no período bíblico. Se existisse, poderíamos supor que iria apontar para o leste, pois no hebreu antigo a palavra "avançar" também indica o leste, "atrás" e "na direção do mar" significam oeste, "direita" significa sul e "esquerda" significa norte. Benjamim ("o filho da mão direita") é a tribo dos raquelitas posicionada mais ao sul; o mar Morto é também chamado em hebraico de "mar avançado" (oriental); o Grande Mar, o Mediterrâneo de hoje, é também chamado de "último mar" (ocidental).

Um dos mapas mais antigos existentes é o de Medeba. li um piso de mosaico datado do século VI d.C. numa igreja em Medeba, a leste do mar Morto. Esse mapa tinha o propósito de mostrar a terra Santa da Bíblia e indica o leste. No centro aparece o mar Morto, no qual navegam dois barcos. Ele foi preparado mais de mil anos depois da destruição do Primeiro Templo, sendo portanto de valor limitado para a identificação de sítios antigos.

Eventos do período interstamentário

Manual Bíblico Unger






R. K. HARRISON - A Terra Prometida e a Nação

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A Terra Prometida e a Nação 


CRONOLOGIA DESTE CAPÍTULO 

Início da Idade do Ferro  ...... 1200 - 970 a.C. 
Davi .......................................1011/10 - 971/70 a.C. 


O TERRITÓRIO QUE OS VITORIOSOS ISRAELITAS IRIAM OCUPAR JÁ 

havia sido habitado há muitos séculos, como resultado das incursões periódicas feitas pe­los povos semíticos do norte da Mesopotamia. Mesmo antes do início do terceiro milênio a.C., a localização de Jebus (mais tarde Jerusalém), Gebal, Gezer e Bete-Seã jã havia sido estabelecida e, no segundo milênio, o país havia sido ocupado pelos amorreus, heteus (ou hititas), horeus e por alguns grupos semíticos menores. Os habitantes se referiam ao seu país como Canaã, ou Kinakhna, como era chamada nas tábuas de Amarna, e esta era a designação mais antiga da Palestina, um nome pelo qual a terra se tornou conhe­cida depois da ocupação dos filisteus no século XII a.C. O nome Canaã, que aparece nos textos bíblicos e egípcios era, provavelmente, de origem hurriana, e pode ter significado “terra da púrpura”, uma alusão ao uso dos moluscos “murex” na indústria de corantes da Fenícia. As fronteiras da Canaã, sugeridas em Gênesis 10.19, incluíam todo o território que se encontra a oeste do Jordão, entre Gaza e Sidom, embora as cartas de Amarna se referissem a Canaã primeiramente em termos da costa Fenícia. 

Características Geográficas 

19 de julho de 2015

Os Impérios humanos e a supremacia divina: Império Egípcio

Império Egípcio


INTRODUÇÃO

O Egito representa uma das mais antigas civilizações humanas. Sua história é quase tão antiga como o próprio homem. Julgam alguns historiadores, por isso, ter sido o Vale do Nilo o berço da humanidade. Mas, por intermédio das Sagradas Escrituras, sabemos ser a Mesopotamia o primeiro lar de nossos mais remotos ancestrais.

Napoleão Bonaparte, em sua campanha pelo Oriente Médio, ficou extasiado com a antigüidade da civilização egípcia. Ao contemplar as colossais pirâmides, exclamou aos seus homens: "Soldados, do alto dessas pirâmides, quarenta séculos vos contemplam". A grandiosidade do Egito exerce um grande atrativo sobre o nosso espírito. Como não admirar as monumentais conquistas dos forja-dores da civilização egípcia?

A presença do Egito nas Escrituras Sagradas é muito forte. Por esse motivo, precisamos conhecer melhor a his­tória e a geografia desse lendário e misterioso país. Tendo em vista o exíguo espaço de que dispomos, não poderemos tratar, com profundidade, da cultura egípcia. Cabe ao lei­tor, entretanto, aprofundar-se no assunto e buscar novas informações em uma bibliografia adequada. Basta-nos. por enquanto, alguns dados gerais sobre o outrora porten­toso império do Nilo.



I - HISTÓRIA DO EGITO

18 de julho de 2015

O Império de Alexandre

antigo-testamento-danilo-moraes
Manual Bíblico Unger

17 de julho de 2015

Pesos e medidas bíblicos

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