31 de março de 2014

Monarquias divididas

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Ester

Com base no estilo hebraico, vocabulário persa e familiaridade direta
com a vida e época da Pérsia de meados do século V a.C., é plenamente claro
que o livro de Ester, pelo menos na versão massorética, tem de ser datado
antes do fim do século V a.C.  A autoria é desconhecida, mas quem escreveu
ou compilou possuía informação totalmente de acordo com os registros his-
tóricos existentes de fontes persas e clássicas. Não há razão para vermos Ester
como ficção, um romance histórico ou algo que não seja uma narrativa de
acontecimentos reais. 

Seja como for, tais questões têm pouco a ver com a mensagem teológica
central do livro. Ester, como todos os outros textos históricos da Bíblia, existe
para revelar algo sobre Deus, o seu povo e os propósitos divinos para eles e o

Teriam encontrado a arca de Noé?

Por Rodrigo Silva


Não sou de maneira nenhuma partidário de Hitler ou das ideias que ele defendeu. Mas considerando a rara sinceridade com que ele admitiu algumas intenções de seu projeto e a advertência que nos vem disso, gostaria de começar esse texto citando um de seus pensamentos ou diria confissões. Ele disse: “É mais fácil envolver o povo numa grande mentira, do que numa pequena. Quanto maior a mentira, mais pessoas acreditarão nela… Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela.” (MeinKampf, 185).

27 de março de 2014

Gerard Van Groningen - O conceito messiânico: O termo Masiah

O Conceito Messiânico

O Termo Masîah

Definição

A raiz do substantivo masîah é o verbo masah, que tem geralmente o sentido de "ungir".
A ideia de ungir relaciona-se ao conceito de alisar com a mão, que é também o significado em árabe dessa raiz verbal.  O verbo grego chrío, usado na Septuaginta e no próprio Novo Testamento (Lc 4.18; At 4.27; 10.38) e o epíteto Messias (Jo 1.41; 4.25) também dão a ideia de esfregar o corpo. Fricção com gordura ou óleo é indubitavelmente o cconceito expresso em algumas passa¬gens bíblicas, onde se diz que objetos como bolos ou escudos são ungidos. 

O templo

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Israel e as diversas noções orientais de estado

Quando os israelitas conquistaram Canaã, o país estava dividido em uma multidão de principados. Js 12.9-24 conta trinta e um reis derrotados por Josué c essa lista não esgota o mapa político da Palestina. Dois séculos antes, as cartas de Amama refletem a mesma situação e mostram que ela se estendia até a Síria. Esta foi a forma que o domínio dos hicsos tomou nessas regiões, mas cia retrocede ainda mais no tempo: os textos egípcios de proscrição testemu¬nham-na em princípios do segundo milênio. Essas unidades políticas se redu¬zem a uma cidade fortificada e a um pequeno território que a rodeia. São governadas por um rei que, no tempo dos hiesos e de Amama, é com freqüên¬cia de origem estrangeira e se apoia em uma tropa recrutada entre os seus e reforçada por mercenários; a sucessão ao trono se rege normalmente pelo prin¬cípio dinástico. A mesma concepção de Estado se acha nos cinco principados filisteus da costa. É certo que esses formam uma confederação, Js 13.3; Jz 3.3; l Sm 5.8, mas esse traço aparece também na união de quatro cidades gibeonitas, Js 9.17, sem contar as alianças, que parecem transitórias, entre reis cananeus, Js 10.3s; 11.1-2.

25 de março de 2014

Davi como Rei e Messias

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Esdras e Neemias

ESDRAS E NEEMIAS

O nome Esdras parece ser uma forma aramaica do Hebraico
’ezer, “ajuda”. O nome Neemias, Hebraico Nehem-Yah, quer dizer
“consolo do Senhor”. Os dois Livros são tratados como sendo um
só pelos escribas hebreus; não há nenhum espaço no Texto Mas-
sorético entre o fim de Esdras 10 e o começo de Neemias 1, e as
estatísticas dos versículos dos dois livros conjuntamente acham-se
no fim de Neemias. O tema deste Livro composto é um relatório
da reconstrução da teocracia hebréia, nos alicerces físicos e espi-
rituais do passado. Assim como Deus protegia Seu remanescente
do ódio de inimigos externos, também os livrou da corrupção insi-
diosa dos irmãos falsos dentro da própria comunidade.

Esboço de Esdras e Neemias

24 de março de 2014

A família de Davi


Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Esdras e Neemias

Em sua composição original, Esdras e Neemias formavam um livro, assim, é
apropriado que uma análise teológica trate dos dois como um.  Além disso, como
alguém lê as duas partes de uma só vez apreciamos o cenário histórico e religioso
comum a ambos, o interesse pelos mesmos assuntos e a reflexão de pontos de
vista idênticos. Estes fatores são tão fortes que quase somos compelidos a não só
admitir a unidade da composição, mas a autoria ou redação única.

Antes de tratarmos disto mais extensivamente, é importante observar que
Esdras l.l-3a é a repetição exata de 2 Crônicas 36.22,23, a conclusão da história
do cronista. Uma ponte deliberada liga estes dois livros, uma ligação a qual propõe
que, ou o cronista foi o autor de Crônicas, Esdras e Neemias, ou que ele adicionou
Esdras e Neemias ao seu trabalho. E impossível entrarmos aqui na questão relativa

14 de março de 2014

Randall Price: A aventura da arqueologia

Revelando os segredos das eras passadas

Eu creio na pá. Ela sustentou as tribos da humanidade. Ela forneceu-lhes água, carvão, ferro e ouro. E agora ela está lhe revelando a verdade — verdade histórica, cujas minas nunca haviam sido abertas, até o nosso tempo.— Oliver Wendeil Holmes

Vivemos um período de entusiasmar! Descobertas arqueológicas estáo brotando por todo o mundo, mais rápido do que os nossos jornais podem in¬formar. E são boas as notícias para os estudantes das Escrituras: grande parte dos achados está ajudando, como nunca antes, na compreensão da Bíblia. Para ilustrar o quanto e quão rápido o passado está invadindo o presente, aqui estão apenas algumas das maravilhosas descobertas, com relevância para a Bíblia, feitas até a época deste escrito, no início de 1997:

13 de março de 2014

Cidade de Davi

Manual Bíblico Vida Nova

11 de março de 2014

Randall Price: Os patriarcas - Lendas vivas ou vidas lendárias?

A arqueologia tem lançado luz considerável sobre a história dos Patriarcas em Gênesis: Abraão, Isaque e Jacó. Não que quaisquer registros destes homens possam ter sido jamais encontrados fora da Bíblia, mas o véu que anteriormente escondia seus tempos foi levantado. Como resultado, sabemos agora mais sobre o tipo de pessoas que eles eram, de onde eles vieram, como viviam, o que criam, onde e como eles devem ser encaixados na história das grandes nações dos tempos antigos além dos posteriores israelitas em si mesmos.1
G. Ernest Wright

A única história conhecida pelos israelitas durante sua escravidão no Egito era aquela transmitida para eles por seus ancestrais — os patriarcas (“pais que governam”). Era uma história de aliança e promessa entre Deus e seus pais, que dava ao povo de Israel esperança

10 de março de 2014

Mapa: O reinado de Saul, Davi e Salomão


Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Escravos Públicos

Os prisioneiros de guerra abasteciam os antigos Estados orientais de pessoal servil para os santuários ou para o palácio, para as grandes obras de interesse comum  e para os grandes empreendimentos comerciais ou industriais, cujo monopólio estava nas mãos do rei. Mesmo que as leis do Antigo Testa¬mento falem apenas de escravos domésticos, parece que houve também em Israel escravos públicos.

Depois da conquista de Rabá, Davi “trazendo o povo que havia nela, designou-lhes trabalhos com serras, picaretas, machados de ferro e em fornos de tijolos; e assim fez a todas as cidades dos filhos de Amom.”, II Sm 12.31. Se traduzirmos assim o texto, não se trata, como se creu por um longo tempo, de matança dos

6 de março de 2014

Pregando o Antigo Testamento


As nações vizinhas de Israel

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de I e II Crônicas

O título hebraico destes Livros é Diberêy hay-yãmím ou “nar-
rativas dos dias”, ou, mais literalmente, “as palavras dos dias”.
O propósito destes dois volumes é passar em revista a história de
Israel desde a aurora da raça humana até o Cativeiro na Babilônia,
e o Edito da Restauração. Este esboço histórico é composto com
propósitos definidos em mente, que é dar para os judeus da Se-
gunda Comunidade a verdadeira base espiritual da sua teocracia
como povo da Aliança do Senhor. O propósito deste historiador é
demonstrar que a verdadeira glória da nação hebréia se acha no
seu relacionamento com Deus, através da Aliança, conforme as
formas prescritas de culto no templo e administrado pelos sacer-
dotes divinamente ordenados, sob a proteção da dinastia, divina-
mente autorizada, de Davi. Sempre se enfatiza aquilo que há de
sadio e válido no passado de Israel, como sendo base segura para
a tarefa de reconstrução que há no futuro. Ressalta-se a rica tra-
dição de Israel, e suas conexões ininterruptas com o começo na
época patriarcal (decorrendo daí a proeminência dada às listas
genealógicas).