28 de fevereiro de 2014

Os Juízes do Antigo Testamento

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: O curso do Reino


O CURSO DO REINO
Crônicas, como todos os livros da Bíblia, é um tratado teológico, mas
cuja forma e conteúdo é historiográfico. Revela a Pessoa e obras de Deus
e a natureza da sua relação com o povo em termos narrativos, no contexto
dos eventos da história. Em nenhum sentido isto diminui seu valor teo-
lógico, pois é exatamente nesse envolvimento com as nações e indivíduos 
que os propósitos eletivos e redentores de Deus são mais bem demonstra-
dos e entendidos. A discussão deve ser direcionada agora à apresentação e
avaliação do cronista sobre a história sagrada em seus aspectos completos
e preditos, quer dizer, para o curso do reino em retrospecto e na esperança

27 de fevereiro de 2014

Governantes das Nações Pagãs do Antigo Testamento


Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Emancipação

O dono tinha, evidentemente, direito de libertar seu escravo, se lhe aprou¬vesse. Além disso, a lei prevê alguns casos determinados. A cativa sai da condição de escrava se seu dono a toma por esposa, Dt 21.10-14. A libertação podia também acontecer como compensação por danos corporais, Êx 21.26-27, texto cuja formulação absoluta não permite restringi-lo só aos escravos israelitas. Mas, de forma geral, os escravos estrangeiros estavam sujeitos à servidão perpétua e eram transferidos juntamente com a herança, Lv 25.46.

Pelo contrário, a escravidão dos israelitas era, em si, temporária. Os escra¬vos masculinos, segundo Ex 21.2-6, os escravos de ambos os sexos, segundo Dt 15.12-17, deviam ser libertados ao fim de seis anos de serviços. Podiam recusar a libertação, e sem dúvida faziam isso com freqüência, temendo recair na miséria que os havia obrigado a vender-se como escravos. O presente que recebiam de

25 de fevereiro de 2014

4 razões de porquê devemos pregar o Pentateuco

Pregar o Pentateuco é uma grande necessidade do povo de Deus, do qual muitos nunca ouviram sermões de qualquer livro do Antigo Testamento, muito menos do Pentateuco. Esta é também uma área de grande carência dos pregadores, que tendem a fugir do Pentateuco.
Apesar das dificuldades associadas a ele, eu acredito que nós devemos pregar o Pentateuco por quatro razões.

1. Sua Necessidade

Primeiro, há uma grande necessidade de pregar o Pentateuco em nossas igrejas para dar o nosso povo uma dieta bem equilibrada do “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27[1]). Sem dúvida a experiência de muitos pregadores da falta de conhecimento bíblico de seu povo testifica isso. Vários estudos recentes por várias denominações têm mostrado que enquanto setenta e cinco por cento das Escrituras são encontrados dentro do Antigo Testamento, apenas vinte por cento dos sermões vêm do Antigo Testamento. Nosso povo precisa que nós façamos mais do que

17 de fevereiro de 2014

Teria existido camelos no tempo dos Patriarcas?

Trechos do Antigo Testamento citam uso de camelos para transporte; Segundo estudo, animais não eram domesticados naquele período


Um novo estudo científico da Universidade de Tel Aviv, em Israel, acredita que os camelos provavelmente têm pouca ou nenhuma chance de terem sido realmente domesticados nos tempos dos patriarcas da Bíblia, tais como Abraão, Jacó e José, que teriam vivido durante o segundo milênio antes de Cristo. A pesquisa foi divulgada pelo jornal New York Times, primeiramente publicada no jornal de Tel Aviv.

14 de fevereiro de 2014

O ciclo dos juízes

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Daniel (II)

A. ARGUMENTOS TEOLÓGICOS FAVORECENDO
UMA DATA AVANÇADA DE DANIEL

Aderentes à teoria macabéia usualmente dão grande ênfase
ao suposto desenvolvimento ou evolução do pensamento religioso
da nação israelita. Apontam temas e ênfases em Daniel que crêem
ser semelhantes àqueles que caracterizam a literatura apócrifa do
período intertestamental (obras tais como o Livro de Enoque e os
Testamentos dos Doze Patriarcas, ou até os livros apócrifos tais
como Tobias ou Susana). Estas ênfases incluem a proeminência de
anjos, a atenção dada ao julgamento final, a ressurreição dos mor-
tos, e o estabelecimento do reino final de Deus sobre a terra, com
o Messias como soberano supremo do mundo. Concebe-se que há
referências ocasionais em alguns livros anteriores no Antigo Tes-
tamento, aos anjos, ao julgamento, à soberania de Deus, e ao Mes-
sias; pensa-se, porém, que estes ensinamentos tenham atingido uma
forma muito mais desenvolvida em Daniel do que em Ezequiel
ou Zacarias. A angelologia, especialmente, é considerada como per-
tencente à época do Livro de Enoque (primeiro século a.C.) por

13 de fevereiro de 2014

Mapa das doze tribos

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: A Escritura do Reino (Parte 2)

A FUNÇÃO DO CONCERTO
Como “reino sacerdotal e povo santo” (Ex 19.6), Israel foi chamado ao con-
certo para empreender o ministério de sacerdote, isto é, representar os povos da
Terra diante do Senhor Deus e modelar diante deles o domínio submisso ao qual
todos os homens foram chamados em virtude da criação.  Ou, em outras pala-
vras, Israel tem de exibir na vida social, política e religiosa o que significa ser um
povo redimido, de forma a atrair todos os outros povos ao Senhor soberano, que
os criou e que desejou restabelecê-los na função de cumpridores do concerto.

Este conceito está mais claro em Crônicas como um ideal e como uma
questão de trabalho prático nas formas política e relacionada ao culto da vida
de Israel. Trataremos primeiramente o princípio do papel do concerto de Israel
como reino sacerdotal e povo santo.

12 de fevereiro de 2014

Mapa das doze tribos

Manual Bíblico Vida Nova

Mapa da conquista de Canaã

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: Os escravos fugitivos

A fuga era o recurso comum do escravo para libertar-se do trato duro de seu dono, Eclo 33.33. Ainda nos casos em que era bem tratado, podia sentir a tentação de fugir, mesmo que fosse apenas para sentir-se livre, como todo homem tem direito de ser.

O rico e malvado Nabal parece que estava bem a par disto: “Muitos são hoje em dia os servos que fogem do seu senhor”, ele respondeu aos enviados de Davi, 1 Sm 25.10. Dois escravos de Simei fogem para a cidade de Gate, I Rs 2.39. Isso acontecia em toda parte. O código de Hamurabi pune com a morte toda ajuda prestada a um escravo fugitivo, a recusa a entregá-lo ou sua simples ocultação. As outras leis da Mesopotâmia são menos severas: em Nuzu, o que oculta deve pagar uma multa. Ao referir-se a escravos que fugiam para o estrangeiro, certos tratados entre Estados orientais previam cláusulas de extradição. Assim, Simei pode recuperar seus dois escravos que haviam se refugiado junto ao rei de Gate, I Rs 2.40, cf. também I Sm 30.15.

11 de fevereiro de 2014

As cidades da conquista

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Daniel (I)

O nome Daniel em Hebraico é Dâniyyêl, que significa “Deus é
Juiz” ou “Deus é meu Juiz” (dependendo do significado de -iy-
medial). O tema básico desta obra é a soberania do Deus único e
verdadeiro, que domina sobre tudo, condenando e destruindo a
rebelde potência mundial, e que fielmente liberta Seu povo segun-
do a fé nEle firmada.

Esboço de Daniel

A. Treinamento e Teste do Remanescente, 1:1-21.
A. Nabucodonosor leva os reféns ao cativeiro, 1:1,2.
B. Treinamento de judeus jovens para o serviço real,
1:3-7.
C. Primeiro teste de obediência para Daniel, seu desafio
de fé, 1:8-16.
D. A recompensa conseqüente: atinge sabedoria e a pro-
moção, 1:17-20.

II. O Sonho de Nabucodonosor, e o Plano de Deus para as

Eras, 2:1-49.

10 de fevereiro de 2014

As rainhas do Antigo Testamento

Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: A Escritura do Reino (Parte 1)

Nas últimas décadas, a ideia de concerto tomou-se o assunto de muita discussão
bíblica e teológica. Certos estudiosos centraram a teologia no concerto, um centro
que, embora tendo muito a seu favor, é muito estreito para servir como o fulcro no
qual toda a matéria bíblica seja mais bem integrada e entendida. O problema é que
viram o concerto como a essência da obra e testemunho de Deus no mundo, em vez de
vê-lo como o instrumento pelo qual Ele começa a atingir os objetivos da criação. Quer
dizer, é melhor ver o concerto em termos funcionais e não em termos essenciais. 

A tese já proposta é que o tema ou o centro teológico de Crônicas é a so-
berania de Deus revelada através da monarquia davídica nos tempos veterotes-

7 de fevereiro de 2014

Os reis de Israel e Judá


Manual Bíblico Vida Nova


6 de fevereiro de 2014

A historicidade nos tempos da bíblia


Manual Bíblico Vida Nova


Roland de Vaux - Os escravos: As mulheres escravas

Já pudemos notar que as mulheres escravas tinham uma situação parti¬cular. Estavam ao serviço pessoal da dona da casa, Gn 16.1; 30.3,9; I Sm 25.42; Jt 10.5 etc., ou eram amas-de-leite, Gn 25.59; II Sm 4.4; II Rs 11.2. O dono as casava à sua vontade, Êx 21.4. Ou ainda ele mesmo tomava uma escrava como concubina, com o que melhorava a condição desta. Abraão e Jacó tomam assim concubinas escravas, a pedido de suas mulheres estéreis. Conservam, contudo, sua condição de escravas, cf. Gn 18.16, se o dono não as liberta, cf. Lv 19.20. A antiga lei de Ex 21.7-11 prevê que um pai israelita, pobre ou endivida¬do, pode vender sua filha para que seja concubina de um dono ou de seu filho. Tal concubina não é posta em liberdade ao sétimo ano como os escravos mas¬culinos. Se desagrada a seu dono, este faz que seja resgatada

5 de fevereiro de 2014

Códigos Legais (2º milênio a.C.)

Manual Bíblico Vida Nova

Gleason L. Archer - Introdução ao livro de Ezequiel

O nome hebraico Yehezeqél quer dizer “Deus fortalece”. O
tema da profecia de Ezequiel é que a queda de Jerusalém e o Ca-
tiveiro na Babilônia são medidas necessárias para o Deus da graça
empregar se for para corrigir Seu povo desobediente e afastá-lo
duma apostasia completa e permanente. Mas enfim virá o dia no
qual o Senhor restaurará o remanescente arrependido do Seu povo
sofrido, estabelecendo-o numa teocracia dos últimos tempos, com
o templo renovado.

Esboço de Ezequiel

I. Vocação e Comissão do Profeta, 1:1 — 3:27.
I. Profecias Contra Judá Antes da Queda de Jerusalém, 4:1
24:27.
A. Mensagem do quinto ano (593/2 a.C.), 4:1 — 7:27.
(Destruição predita por sinal, símbolo e sentença).
B. Mensagens do sexto ano (592/1 a.C.), 8:1 — 19:14.
1. Visão da idolatria e punição de Jerusalém, 8:1 —
11:25.

4 de fevereiro de 2014

Sacerdotes no Antigo Testamento


Manual Bíblico Vida Nova

Eugene H. Merrill - Uma teologia de Crônicas: O povo do Reino

Na teologia de Crônicas, o povo do reino é restrito e precisamente definido
— eram os cidadãos de Israel, a comunidade teocrática. Até mais particular-
mente, eram os súditos da monarquia davídica, a entidade eleita e comissionada
para modelar e mediar a soberania de Deus sobre toda a criação. Como um
reino de sacerdotes chamados para aquela tarefa, as suas estruturas políticas e
relacionadas ao culto serviam para regular a plenitude da vida nacional diante
do Senhor, e para articular como todos os homens, em consequência desse tes-
temunho, deveriam se portar como criaturas de Deus. Não dá para entender
a teologia de Crônicas sem entender a centralidade da adoração e seu aparato

3 de fevereiro de 2014

Sistemas numéricos antigos

Manual Bíblico Vida Nova

Roland de Vaux - Os escravos: A condição dos escravos

Estritamente considerado, o escravo é uma “coisa” possuída por seu dono, que a tomou por direito de conquista, adquiriu-a por dinheiro ou recebeu em herança, que a utiliza a seu gosto e pode revendê-la. As leis antigas da Mesopotâmia presumem que o escravo seja marcado, como uma rês, com uma tatua¬gem, um estigma feito com ferro em brasa ou ainda com uma etiqueta presa a seu corpo. Na prática, nem todos os escravos levavam esse sinal de identida¬de, que se aplicava preferentemente aos fugitivos que haviam sido capturados novamente e aos escravos cuja fuga se temia. Os rabinos permitirão que se marque um escravo para tirar-lhe a vontade de fugir, mas o costume não é atestado claramente no Antigo Testamento. Se furam a orelha de um escravo que não deseja ser libertado, Êx 21.6; Dt 15.17, não é para impor uma marca, mas é como símbolo de sua adesão à família. A analogia mais próxima é a do nome de Iahvé inscrito na mão dos fiéis em Is 44.5, para significar que pertencem a Deus, como o nome da Besta