30 de agosto de 2013

Cronologia dos livros do Antigo Testamento


Roland de Vaux - O levirato

Segundo uma lei de Dt 25.5-10, se irmãos vivem juntos e um deles morre sem deixar descendência, um dos irmãos sobreviventes toma por mulher a viúva, e o primogênito desse novo casamento é considerado legalmente como filho do falecido. Entretanto, o cunhado pode esquivar-se dessa obrigação mediante uma declaração feita ante os Anciãos da cidade, mas ele é desonra¬do: a viúva rejeitada o descalça e lhe cospe na cara porque “não edifica a casa de seu irmão”.

Essa instituição é chamada levirato, do latim levir, que traduz o hebraico yabam, “cunhado”. No Antigo Testamento ela é ilustrada por dois exemplos, que são difíceis de interpretar e que só imperfeitamente correspondem à lei do Deuteronômio: a história de Tamar e a de Rute.

29 de agosto de 2013

Genealogia de Adão a Abraão


Gleason L. Archer - O Longo Dia de Josué (10:12-14)

O Livro de Josué registra vários milagres, mas nenhum deles
tem sido considerado tão notável e debatível como aquele que se
vincula à prolongação em vinte e quatro horas do dia no qual se
travou a batalha de Gibeom. Uma objeção tem sido levantada de
que se a terra realmente tivesse deixado de girar durante um pe-
ríodo de vinte e quatro horas, catástrofes inconcebíveis teriam
ocorrido no planeta inteiro, afetando todas as coisas na sua su-
perfície. Enquanto as pessoas que crêem na onipotência de Deus
dificilmente conceberiam que Deus não poderia ter evitado tais
desastres, interrompendo as leis físicas que poderiam ter causado
tais danos, não parece ser absolutamente necessário (na base do
texto hebraico) entender que o planeta inteiro tivesse sofrido uma
interrupção súbita da sua rotação. O versículo 13 declara que o
sol “não se apressou a pôr-se, quase por um dia inteiro”. As palavras
“não se apressou” parecem indicar um retardamento do movimen-
to a tal ponto que a rotação tivesse levado 48 horas e não 24.

28 de agosto de 2013

Profecia Messiânica na Bíblia



Eugene H. Merrill - Uma teologia do Levítico: Comunhão com o Santo

Ainda que o arranjo do concerto até este ponto especificasse claramente
a necessidade de Israel, o vassalo, comparecer diante do Senhor em ocasiões
declaradas e escolheu primeiro Moisés e depois o sacerdócio como mediadores
neste encontro. Por esse motivo, havia a necessidade de descrever a natureza do
tributo a ser apresentado, o significado preciso e a função do sacerdócio, a defi-
nição de santidade e profanação, e um esclarecimento mais rígido dos lugares e
épocas de peregrinação ao lugar da habitação do grande Rei. Este é o propósito
do livro de Levítico.
O próprio cerne da relação do concerto — comunhão entre o Senhor e o
povo — e o meio da sua realização já estão detalhados na declaração inicial de

27 de agosto de 2013

Pássaros da Bíblia


Roland de Vaux - O adultério e a fornicação

O Decálogo condena o adultério, Ex 20.14; Dt 5.18, junto com o homicídio e o furto como atos que prejudicam ao próximo. Em Lv 18.20, o adultério inclui-se entre os interditos matrimoniais, é algo que toma “impuro”. Como em todo o Oriente antigo, o adultério é, pois, um delito privado, mas o texto de
Lv 18.20 lhe acrescenta uma consideração religiosa e os relatos de Gn 20.1-13; 26.7-11, apresentam o adultério como uma falta castigada por Deus.
O adultério de um homem com uma mulher casada é severamente puni¬do: os dois cúmplices são condenados à morte, Lv 20; 10; Dt 22.22; nesse caso, a noiva é comparada à esposa, Dt 22;23s: efetivamente a noiva pertence a seu noivo como a mulher a seu marido. A pena se executa mediante apedrejamento, segundo Dt 22.23s; Ez 16;40; cf. Jo 8.5; entretanto, é possível que, antigamente, se aplicasse a pena do fogo: Judá condenou sua nora Tamar a ser queimada viva, Gn 38.24, porque suspeitou que ela havia se entregado a um homem sendo viúva de seu filho Er, estando prometida, pela lei do levirato, a outro filho seu, Selá.

26 de agosto de 2013

Animais da Bíblia


Gleason L. Archer - A Correspondência de Tell el-Amarna

Em 1887, uma descoberta acidental levou à escavação dum
arquivo inteiro de correspondência egípcia antiga, no sítio do an-
tigo Aquetatom (Tell el-Amarna), capital antiga do rei herege,
Amenotepe IV (Aquenatom). As cartas foram escritas em placas
de barro, na escrita cuneiforme dos babilônios, que era a linguagem
internacionalmente aceita para a correspondência internacional
durante a 18 .a Dinastia dos egípcios. Um exame preliminar destas
placas convenceu C. R. Conder de que as mesmas representavam
uma versão cananita da seqüência de acontecimentos vinculados
à conquista de Canaã pelos exércitos de Josué. Em 1890 ele levou
esta correspondência à atenção do público na revista trimestral
de explorações na Palestina: Palestine Exploration Quarterly, num
artigo chamado “Notícias Monumentais das Vitórias dos Hebreus”.
No mesmo ano, H. Zimmern categoricamente afirmou que, na cor-
respondência de Amarna, temos nada menos do que um relato con-
temporâneo da invasão de Canaã, feita pelos hebreus (Zeitschrift
des deutschen Palãstinavereins). Estes primeiros investigadores in-
dicaram a freqüente ocorrência no nome “Habiru” nos comunicados

23 de agosto de 2013

Como nascem as traduções


Eugene H. Merrill - Uma teologia do Êxodo: A construção e a ocupação do tabernáculo

A renovação do concerto tornou possível a ereção do lugar de reunião,
a tenda-santuário cujo desenho e especificações já tinham sido revelados
Êx 25.1—26.21; 30.1-38). A principal exigência era corações dispostos e
sábios para incentivar as pessoas a contribuir para o projeto e sua execução
35.5,10,21,22,25,29; 36.1). Estes homens e mulheres, junto com os líderes
Bezalel e Aoliabe, cheios do Espírito, expressariam pelo sacrifício e trabalho a
essência da servidão. Eles construiriam um lugar de residência do qual o Sobe-
rano exerceria a sua realeza entre eles.

22 de agosto de 2013

Roland de Vaux - O repúdio e o divórcio

O marido pode repudiar sua mulher. O motivo aceito por Dt 24.1 é “ter ele achado coisa indecente nela”. A expressão é muito genérica e, na época rabínica, discutia-se vigorosamente sobre a abrangência desse texto. A escola rigorista de Shammai só admitia como causa de repúdio o adultério e a má conduta, mas a escola de Hillel, cuja interpretação era mais abrangente, con¬tentava-se com qualquer motivo, inclusive fútil, como a mulher ter cozinhado mal um prato ou, simplesmente, que outra mulher agradasse mais o marido. Já Eclo 25.26 dizia ao marido: “Se tua esposa não obedece ao dedo e ao olho, separa-te dela.”

A formalidade do repúdio era simples: o marido fazia uma declaração contrária à que tinha estabelecido o casamento: “Ela já não é minha esposa e eu já não sou seu marido”, Os 2.4. Na

21 de agosto de 2013

Cidade de Jerusalém









Gleason L. Archer - Josué: Autoria e Data

É razoável deduzir que este livro tenha sido basicamente com-
posto pelo próprio Josué. Desde o primeiro capítulo surgem deta-
lhes biográficos íntimos que só Josué poderia ter sabido (embora
é claro, Josué pudesse posteriormente ter contado isto a outras
pessoas). Josué 24:26 registra que o próprio general escreveu de
próprio punho seu discurso de despedida, citado nos primeiros 25
versículos do capítulo. Antes disto, em 5:1, 6, achamos passagensJosu
na primeira pessoa do plural, tais como “o SENHOR tinha secado
as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passa-
mos. ..” Tal linguagem certamente indica a obra duma testemu-
nha ocular que pessoalmente participou dos acontecimentos.

Outras referências indicam uma data bem recuada de com-
posição, mesmo se não comprovadamente dentro da vida de Josué.
As cidades de Canaã recebem seus nomes arcaicos; por exemplo,
Baalá como nome de Quiriate-Jearim (15:9), Quiriate-Sana, de
Debir (15:49) e Quiriate-Arba, de Hebrom (15:13). Além disto,

20 de agosto de 2013

Nome de profeta bíblico "Zacarias, filho de Benaia" é encontrado em artefato

Pela terceira vez este ano, arqueólogos acham em Israel uma importante evidência que os relatos do Antigo Testamento são historicamente acurados. Sempre houve disputa entre especialistas pela ausência de “provas” que alguns relatos bíblicos eram baseados em fatos e não apenas na tradição. Primeiramente foram as ruínas do palácio do rei Davi, depois a casa do profeta Eliseu.

Agora, milhares de fragmentos de cerâmica, velas, vasos e estatuetas que datam do final do Primeiro Templo foram descoberto durante escavações em Jerusalém, na antiga “cidade de Davi”. O comunicado oficial foi divulgado neste domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel.

Tabela Cronológica de Eventos Bíblicos












Eugene H. Merril - Uma teologia do Êxodo - A violação e renovação do concerto

Antes mesmo de Moisés descer do monte para compartilhar os segredos
maravilhosos da aproximação dos seus compatriotas ao Santo, eles já tinham
se entregado em atitude e ação que anulavam a possibilidade deste tipo de co-
munhão. O Criador que, em virtude do poder soberano, pusera a nação em
concerto com Ele, foi substituído por um deus criado pelo povo. Se o bezerro
de ouro era uma representação do Senhor ou meramente um pedestal no qual
Ele ficava invisivelmente, não é o importante. O ponto é que os primeiros dois
mandamentos foram odiosa e abertamente violados e essa violação arruinou a
base do arranjo do concerto.

19 de agosto de 2013

Falsos deuses da Antiguidade


Roland de Vaux - As cerimônias de casamento

É interessante observar que em Israel, como na Mesopotâmia, o casa¬mento é um assunto puramente civil e não é sancionado por nenhum ato reli¬gioso. É certo que Malaquias chama a esposa “a mulher de tua aliança”, berít, Ml 2.14, e que com freqüência berít se refere a um pacto religioso, mas aqui este pacto não é senão o contrato de casamento. Em Pv 2.17, o casamento é chamado “a aliança de Deus” e, na alegoria de Ez 16.8, a aliança do Sinai toma-se o contrato de casamento entre Iahvé e Israel.

Fora estas prováveis alusões, o Antigo Testamento não menciona contra¬to escrito de casamento a não ser na história de Tobias, Tb 7.13. Possuímos muitos contratos de casamento procedentes da colônia judaica de Elefantina, que datam do século V antes de nossa era, e na época greco-romana o costume estava bem estabelecido entre os judeus. (É difícil dizer até onde ele remon¬ta.) Existia há

16 de agosto de 2013

O calendário Judaico


Gleason L. Archer - Esboço de Josué

Apropriadamente, este livro recebe o nome do seu personagem
principal, Josué, que domina o cenário do começo ao fim do Livro.
Seu nome na forma hebraica mais longa aparece como Yehõshua’;
na Septuaginta é Yésüs, ou “Jesus”. A narrativa relata a história
de Israel desde a travessia do Rio Jordão feita pelo exército de
Josué, até que Josué se retira do cenário, com seu discurso de des-
pedida. O tema do Livro fala acerca do poder irresistível do povo
de Deus em vencer o mundo e entrar na posse da sua herança
prometida, na condição de manter confiança total na força que
Deus dá, não permitindo nenhum pecado que pudesse romper seu
relacionamento com Deus, estabelecido através da aliança.

15 de agosto de 2013

Tenda da Presença


Eugene H. Merril - Uma teologia do Êxodo - Uma aproximação ao Santo

O estabelecimento de uma relação do concerto demandava recursos por
meio dos quais a parte vassala comparecia regularmente diante do grande Rei
para prestar-lhe contas. Nas relações históricas normais deste tipo entre meros
homens, um tipo de intercessão era obrigatório e, em todo caso, um protocolo
rígido tinha de ser seguido.  Quão maior devia ser a exigência no caso de um
povo pecador como Israel que tinha de comunicar-se e prestar contas a um
Deus infinitamente transcendente e santo.

O lugar de reunião. O Senhor já prometera condescender aos israelitas deter-
minando a localização da sua presença entre eles para que se reunissem com Ele (Ex
23.17). Agora, no monte, Ele descreveu em detalhes a Moisés a forma que esse lugar
de reunião deveria ter (Ex 25-27; 30-31) e o aparato sacerdotal que tinha de estar
em uso para propiciar a intercessão entre o Santo e o seu povo (Ex 28-29). 

14 de agosto de 2013

Relevo da Palestina - Israel



Roland de Vaux - Os esponsais

Os esponsais são a promessa de casamento feita algum tempo antes da celebração das núpcias. Era um costume que existia em Israel e a língua hebraica tem um verbo especial para expressá-lo: é o verbo 'arás, empregado onze vezes na Bíblia.

Os livros históricos dão poucas informações sobre isto. O caso de Isaque e de Jacó são particulares: sem dúvida Rebeca foi prometida a Isaque na Mesopotâmia, mas o casamento foi celebrado quando ela chegou em Canaã, (Gn 24.67; Jacó espera sete anos antes de casar-se, mas tem um compromisso especial com Labão, Gn 29.15-21. O caso de Davi e das duas filhas de Saul é mais claro: Merabe lhe havia sido prometida, mas “quando chegou o momen¬to” foi dada a outro, I Sm 18.17-19; Mical foi prometida a Davi em troca de cem prepúcios de filisteus, que ele apresentou

13 de agosto de 2013

Portas de Jerusalém


Gleason L. Archer - A Autoria Mosaica de Deuteronômio

Considerável discussão já tem sido dedicada à alta crítica de
Deuteronômio no capítulo sete deste livro (páginas 108-112). Ali
foi mencionado que a data de 621 a.C. atribuída a este Livro na
sua forma escrita, pelos documentaristas, foi reconhecida como sen-
do insatisfatória por muitos críticos racionalistas desde a época de
Wellhausen. Estes estudiosos do século vinte chegaram à conclusão
que a teoria de De Wette, colocando a origem de Deuteronômio
no reinado de Josias, simplesmente não condiz com a evidência in-
terna oferecida pelo próprio texto. A legislação ali existente nunca
poderia ter surgido como fruto das condições existentes no fim do
sétimo século a.C. A situação social, econômica e histórica refletida
neste livro é totalmente diferente da que existia no tempo de
Josias. Embora nenhum destes estudiosos pudesse, por causa
das suas pressuposições filosóficas, levar em conta a posibilidade
de autoria mosaica literalmente falando, sua crítica da posição
dogmática de Wellhausen realmente deixou em aberto a data da
composição de Deuteronômio. Alguns têm argumentado em prol
dum período após o Exílio, e outros em prol duma data muito an-

12 de agosto de 2013

Mundo dos Patriarcas


Eugene H. Merril - Uma teologia do Êxodo: A cerimônia do concerto


Tendo esboçado as estipulações gerais (Ex 20.1-17) e específicas (20.22־
23.19) do concerto, o Senhor, de acordo com procedimentos comuns para se
fazer um concerto, reuniu-se com Israel em uma cerimônia de ratificação e ce-
lebração (24.1-18). 

Moisés, Arão, os dois filhos de Arão e setenta anciãos representaram a
nação nesta ocasião santa, embora apenas Moisés fora convidado a reunir-se
com o Senhor no topo do monte (Ex 24.1,2). Antes disso, ele recitou com a as-
sembléia de Israel as debarim (os Dez Mandamentos ou as estipulações gerais) e
as mispatim (o livro do concerto ou as estipulações específicas), e como fizeram 
quando desafiados com a perspectiva de entrar em concerto com o Senhor (cf.
19.8), o povo aceitou as condições do concerto e comprometeu-se em cumpri-
las (24.3).

11 de agosto de 2013

Torre de Babel - Pesquisadores fazem descoberta no estudo dos idiomas que pode confirmar narrativa bíblica

A tentativa de construir um edifício que chegasse ao céu levou Deus a promover a confusão de língua, e assim, evitar que os homens prosseguissem em sua empreitada, segundo a narrativa de Gênesis.

De acordo com a Bíblia, até então todos os seres humanos falavam a mesma língua, e a partir do episódio chamado Torre de Babel, houve o surgimento de novos idiomas.

Um estudo de linguistas britânicos, coordenado pelo professor Mark Pagel, da Universidade de Reading, no Reino Unido, estaria no rumo de comprovar que um dia, a humanidade falou apenas um idioma. Pagel leciona Biologia Evolutiva, e apesar de não ser cristão, sua teoria de desenvolvimento da linguagem é baseada no conceito bíblico apresentado na história da Torre de Babel.

Segundo informações do site Patheos, o professor e sua equipe usaram um software especializado para determinar as mudanças em algumas palavras ao longo do tempo. A partir do resultado, chegaram a conclusão de que existe uma grande família de línguas que unificaria os sete grupos da Eurásia, identificado como o mais antigo.

Embora o estudo ainda esteja em andamento, se comprovado que havia uma linguagem que deu origem a todas as outras, a narrativa bíblica da Torre de Babel seria confirmada.

A pesquisa feita pelo professor Pagel estuda apenas os sons semelhantes entre as palavras, e tenta chegar a uma origem em comum. Num estudo anterior, o mesmo professor conseguiu traçar uma linha de comparação para a evolução dos 7 mil idiomas falados atualmente no mundo, através da análise do uso da linguagem e palavras que deixaram de ser usadas.


9 de agosto de 2013

Mapas da cidade de Jerusalém