18 de outubro de 2012

John Bright - Israel em Canaã: os dois primeiros séculos (Período dos Juízes)

Nosso conhecimento das vicissitudes de Israel durante a fase inicial de sua vida na Palestina nos vem quase inteiramente do Livro dos Judeus. Como este livro nos apresenta uma série de episódios independentes, muitos dos quais podem não ter relação nenhuma com acontecimentos externos, é impossível escrever com precisão absoluta uma história contínua deste período.

Entretanto, a impressão que se tem — de combates contínuos ou intermitentes com tréguas alternadas e períodos de crise externa e interna — é totalmente autêntica. Ela concorda perfeitamente com as provas arqueológicas que mostram que os séculos doze e onze foram séculos de grandes perturbações. como nunca as houve na história da Palestina. A maioria de suas cidades foram destruídas neste período, e algumas delas (Betei, por exemplo) por diversas vezes .[1]

17 de outubro de 2012

Ilustração - Hipótese Documental: JEDP

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16 de outubro de 2012

Miquéias - Questões Introdutórias


DATA

O título do livro indica que Miquéias profetizou durante os reinos de Jotão, Acaz e Ezequias. Isto abrange um período de uns quarenta anos, aproximadamente entre 740 e 700 a.C. (cf. Eugene H. Merrill, História de Israel no Antigo Testamento, p. 455, que ressalta a escassez de informação histórica no texto de Miquéias, em contraste com Isaías, seu contemporâneo).

Os versículos 2 a 9 do capítulo 1 indicam que parte da profecia foi composta antes de 722 a.C., quando Samaria foi destruída pelos assírios. Jeremias 26.17-19 confirma a extensão do ministério de Miquéias até o reinado de Ezequias. Até que ponto deste reinado ninguém pode indicar com precisão, embora seja improvável que sua predição do juízo de Judá se refira à invasão por Senaqueribe em 701 a.C. (cf. 1.10-16).

15 de outubro de 2012

Geerhardus Vos - O período entre Noé e os grandes patriarcas


Os pontos a serem discutidos aqui são: [11 os pronunciamentos proféticos de Noé com relação aos seus descendentes; [2] a tabela das nações; [3] a confusão das línguas; [4] a eleição dos semitas.

1] Os pronunciamentos proféticos de Noé [Gn 9.20-27]

Essas profecias são uma maldição no caso de Canaã (Cam) e uma bênção no caso de Jafé e Sem. As palavras devem ser consideradas como sendo palavras de profecia. Mesmo o paganismo atribui a esses pronunciamentos o poder de realmente influenciar as pessoas envolvidas. Essa influência era tida como mágica, mas quanto à Escritura, tais palavras estão elevadas à categoria de profecia inspirada. Mais profecias nesse período inicial representam o ápice no avanço da revelação.

14 de outubro de 2012

Os nomes de Deus em Hebraico e em Grego

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13 de outubro de 2012

O Antigo Egito

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11 de outubro de 2012

O teólogo a serviço de Deus e não da teologia


Antes de conhecer Deus academicamente, o teólogo precisa conhecê-lo pessoalmente.

Antes de descrever Deus, o teólogo precisa ter comunhão com ele.

Antes de descrever o amor de Deus, o teólogo precisa sentir-se amado por ele.

Antes de descrever a autoridade de Deus, o teólogo precisa submeter-se a ela.

Antes de descrever a santidade absoluta de Deus, o teólogo precisa descrever a sua absoluta pecaminosidade.

Antes de mencionar a sabedoria de Deus, o teólogo precisa confessar a sua ignorância.

Antes de se enveredar pelo problema filosófico e teológico do sofrimento, o teólogo precisa aprender a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que se alegram.

Antes de tentar explicar as coisas mais profundas e misteriosas da teologia, o teólogo precisa ser honesto consigo mesmo e com os outros e admitir que nas cartas de Paulo e em outras passagens da Bíblia há coisas realmente difíceis de entender.

Antes de ensinar e escrever teologia, o teólogo precisa entender que sua responsabilidade é enorme, porque, exatamente por ser reconhecido como teólogo, ele será ouvido, lido, consultado, citado. O teólogo não pode inventar suas teologias, assim como o profeta não podia inventar suas visões nem declarar “assim diz o Senhor”, se o Senhor nada lhe dissera.

O teólogo não pode ser nem frio nem seco. Ele tem de declarar com toda empolgação que Deus é amantíssimo, graciosíssimo, justíssimo, misericordiosíssimo, puríssimo, santíssimo, sapientíssimo e terribilíssimo1.

O teólogo precisa de humildade para explicar as coisas já reveladas e calar-se diante das coisas ainda ocultas.

O teólogo precisa caminhar lado a lado com a fé e com a razão e, se em algum momento tiver de abrir mão de uma delas, deve ficar com a fé.

O teólogo deve construir e, em nenhum momento, destruir.

O teólogo obriga-se a separar o trigo do joio, a verdade do mito, a revelação da tradição, a visão verdadeira da falsa visão, o bem do mal, a luz das trevas, o doce do amargo, a vontade de Deus da vontade própria.

O teólogo tem o compromisso de insistir na unicidade de Deus e condenar a pluralidade de deuses, tanto os de ontem como os de hoje2.

O teólogo tem a obrigação de equilibrar a bondade e a severidade de Deus, o perdão e a punição, a vida eterna e a morte eterna, a graça e a lei.

O teólogo é um fracasso quando não menciona que Deus amou tanto o mundo que deu seu único Filho por uma só razão: para que ninguém fosse condenado, mas tivesse, pela fé em Jesus, plena e eterna salvação!

Notas
1. Veja Deus no superlativo.
2. Como, por exemplo, o deus-eu.

Por Elben M. Lenz César
Fonte: ultimato

10 de outubro de 2012

O Alfabeto Hebraico Comparado

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9 de outubro de 2012

John Bright - A situação mundial em 1200-1050 a.C., aproximadamente (Período dos Juízes)


Podemos supor que a ocupação israelita da Palestina ficou concluída e a confederação tribal formada aproximadamente no final do século treze.

Como vimos, o Egito era no momento uma nação fraca. Tendo, sob Mamiptah (1224-1211, aproximadamente) rechaçado os Povos do Mar, o Egito entrou naquele período de confusão prévio ao colapso da Décima Nona Dinastia, durante a qual ele perderia o controle efetivo de suas possessões na Ásia. Isto deu a Israel oportunidade de se estabelecer firmemente em sua terra.

Apesar de ter logo afirmado novamente a sua autoridade, o Egito foi incapaz de mantê-la permanentemente, e o Império caminhou rapidamente para o fim.

8 de outubro de 2012

Jonas - Questoes Introdutórias


DATA

Jonas, de forma distinta de alguns profetas, não se encontra em um vácuo histórico. Seu tempo de vida e ministério estão marcadamente determinados por uma menção específica em 2 Reis 14.25, “Foi ele que restabeleceu os termos de Israel, desde a entrada de Hamate até o mar da Arabá, conforme a palavra que o Senhor, Deus de Israel, falara por intermédio de seu servo Jonas, filho do profeta Amitai, de Gate-Hefer”, o que posiciona sua vida e seu ministério no reinado de Jeroboão II (793–753 a.C.). Isto o torna contemporâneo de Oséias e Amós.

Seu nome hebraico, יוֹנָה (yônâ), significa “pomba”, e ele era nativo de Gate-Hefer, um vilarejo na tribo de Zebulom, atual Galiléia. O nome de seu pai era Amitai, que significa “[meu] verdadeiro”.

5 de outubro de 2012

Desenvolvimento do alfabeto hebraico

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4 de outubro de 2012

Obadias - Questões Introdutórias


AUTORIA

Apesar do nome do profeta, “servo de Yahweh” ou “adorador de Yahweh”, ser bem comum no Antigo Testamento, não temos qualquer outra informação sobre o homem que escreveu este que é o menor livro do Antigo Testamento. Uma tradição talmúdica (Sanhedrin 39b), conhecida por Jerônimo, identificava o autor com o mordomo de Acabe (cf. 1 Rs 18.3-16), mas não há base histórica para tal associação. O profeta Obadias é um ilustre desconhecido.

DATA

Devido a essa absoluta falta de informação em que basear um contexto histórico, a questão mais debatida sobre este livro é a determinação de sua data.

3 de outubro de 2012

O Evangelho que Envergonha - Solano Portela


Paulo em Romanos 1:15-17 afirma que ele não se envergonha do Evangelho. Isso mostra que o Evangelho verdadeiro pode envergonhar. Por outro lado, o falso evangelho deve envergonhar! São vergonhas diferentes para evangelhos diferentes.

O Evangelho verdadeiro pode envergonhar

Paulo não tinha vergonha “do escândalo da cruz”, pois o evangelho verdadeiro é de Cristo, tem poder para salvar e gera crença genuína. Já o evangelho falso troca o conteúdo da cruz, por um conteúdo popular e aceitável, quando não o reduz a uma mera metodologia e, portanto, não procede de Cristo, não tem poder para salvar e não gera fé genuína.

Paulo exorta Timóteo a não se envergonhar do Evangelho não popular, daquele que é perseguido pelo mundo, que gera algemas, assim como ele não se envergonhava (2 Tm 1:7,8,12,16). Talvez Timóteo estivesse covarde diante da oposição do mundo. Temos que sempre estar atentos à pressão da aceitabilidade social. Muitas vezes, desejamos ser bem aceitos pelo mundo, contudo a pregação do Evangelho é loucura aos padrões do mundo. O remédio para a covardia é confiar no espírito de poder, amor e moderação (2 Tm 1:7) e não gritar mais alto.

2 de outubro de 2012

Joel - Questões Introdutórias


AUTORIA

Joel, cujo nome é uma genuína profissão de fé israelita (significa “Yahweh é Deus”), oferece pouca informação sobre si mesmo. Ele é o filho de um desconhecido chamado Petuel (1.1).

Suas várias referências a Jerusalém e ao templo (1.9; 2.15-17,23,32; 3.1) sugerem que ele nasceu em Judá e que talvez tenha sido um morador de Jerusalém. Suas referências ao sacerdócio do templo induzem alguns a considerá-lo um sacerdote, ou um profeta do templo (W. S. LaSor, D. A. Hubbard, e F. W. Bush, Introdução ao Antigo Testamento, pp. 406-407). Isso é possível mas não definitivo, já que ele não se inclui entre os sacerdotes (cf. 1.13,14; 2.17).

1 de outubro de 2012

Geerhardus Vos - Revelação após o dilúvio


Nós chegamos agora ao período da revelação noaica que ocorreu após o dilúvio. Nessa época, medidas positivas e construtivas foram tomadas para o prosseguimento dos planos divinos. Mais uma vez vale lembrar que os princípios anunciados e as medidas tomadas não se relacionam diretamente com o processo de redenção, apesar de que não se deve ignorá-las como um suporte indireto. Podemos deduzir que se li da com o desenvolvimento da vida natural por aproximação pelo que se segue: o que está ordenado por Deus e a promessa feita têm referência igual para toda a família de Noé. Contudo, nós sabemos que a obra de redenção teve seu prosseguimento somente pela linhagem de Sem; que o arranjo feito não se confina à raça humana; que tal arranjo é feito com toda criatura viva, ou melhor, com o próprio planeta; que o berith é um berith com a natureza é evidente no sinal do berith. o arco-íris é um fenômeno da natureza e absolutamente universal em sua referência. Todos os sinais ligados à redenção são sangrentos, sinais sacramentalmente divisivos.