23 de novembro de 2017

SACERDOTES E LEVITAS História, Funções e cumprimento neotestamentário

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SACERDOTES E LEVITAS
História, Funções e cumprimento neotestamentário

Nome
Apesar dos termos “sacerdote” e “levita” aparecerem centenas de vezes no AT e no NT, há muita divergência entre os estudiosos quanto à identidade, função e desenvolvimento dos indivíduos assim designados. Basicamente o assunto tem amplas consequências sobre a história, adoração e religião de Israel.
A palavra “sacerdote”, com e sem modificadores, aparece mais de 700 vezes no AT e mais de 80 vezes no NT. A palavra usual para sacerdote é kohen. Alguns acreditam que é possível que os sacerdotes do AT fossem, a princípio, adivinhadores (veja kâhin, “adivinhador” em árabe), mas admite que não há evidência no AT de condições extáticas por parte dos sacerdotes. Uma parte importante do ministério deles, porém, era a entrega de oráculos por meio da sorte (Urim e Tumim).
Em Deuteronômio, os sacerdotes são chamados “os sacerdotes levitas”, pois Moisés havia delegado direitos sacerdotais aos filhos de Levi (Êx 32.6ss.; Dt 33; Jr 33.17ss.). O sacerdote seria aquele que se coloca de pé perante Deus para ministrar.

Origens

14 de outubro de 2017

Quiriate Jearim

danilo moraes arqueologia
Bíblia de Estudo Arqueológica

VICTOR P. HAMILTON - A Despedida de Moisés

victor hamilton
A Despedida de Moisés

Deuteronômio 31

À parte dessa mescla de prosa e poesia, outros três itens diferenciam os capitulos 31—34. Um deles é a mudança de enfoque no texto, passando daquilo que Moisés fala, nos capítulos 1—30, para o que ele faz, especialmente no capítulo 31.

Um segundo ponto é que estes últimos capítulos de Deuteronô­mio fornecem um belo contraste com os capítulos de abertura do livro, em Deuteronômio 1—3, em que Moisés começa olhando para o passado, evocando e voltando a relatar eventos históricos de Israel após a saída do Egito. Em contrapartida, nos capítulos 31— 34, ele termina olhando para o porvir, antevendo o futuro de Isra­el e o ministério de Josué após sua própria morte. Dessa forma, Deuteronômio começa com uma reflexão sobre o passado, do qual Moisés fez parte, e termina refletindo sobre um futuro que não contará com sua presença.

O terceiro ponto, bastante peculiar, é que trata-se da única oportunidade, em Deuteronômio, na qual Deus fala diretamente (31.14b; 31.16b-21; 31.23b; 32.49-52; 34.4b; e partes do poema no capítulo 32). No que tange a essa questão, os outros quatro livros do Pentateuco são diametralmente diferentes, com a voz de Deus sendo ouvida em toda parte. Isso não significa que o restante do Pentateuco, com sua prodigalidade de discursos divinos, seja mais ou menos valioso que Deuteronômio, com sua parcimônia nessa área. Deuteronômio é tão divino quanto qualquer outra parte da Torá, exceto que nesse caso a palavra de Deus surge através da voz de Moisés numa proporção jamais vista em outra parte do Pentateuco. Se, por exemplo, os Salmos são originalmente pala­vras humanas (orações direcionadas a Deus) que se tornam a Palavra de Deus, Deuteronômio é a palavra divina emitida atra­vés de voz e recursos humanos.

13 de outubro de 2017

Bere Semes

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Bíblia de Estudo Arqueológica

Quem é Deus como Javé? Um Deus de ira

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Um Deus de ira

A ira é um dos sentimentos de Deus mais frequentemente mencionados no Antigo Testamento. A ira de Deus é bem real e muito séria para as pessoas do Antigo Testamento. O que é ira? No Egito antigo, ira significava "cólera", "raiva", "reação violenta". Os sinais hieroglíficos correspondentes à ira retratam "o espancamento de um mendigo", "um macaco em fúria" ou "um leopardo feroz". Os egípcios também usavam uma palavra que significa "vermelho" para indicar "coração", e uma para "nariz", muito semelhante ao termo hebraico, para representar a raiva. Em acádico, as duas palavras usadas com mais freqüência são agagu, "ser momentaneamente forte", e ezezu, "ser selvagem e furioso", freqüentemente aplicada a fenômenos naturais.

Na religião grega, os deuses não eram considerados amigos do ser humano. Os escritores gregos continuamente reclamavam da "natureza vingativa, má vontade e mesquinhez" dos deuses. Divindades da terra anteriores aos gregos e as que trazem maldições, como as Eríneas, "têm ira até em seu nome, ‘as fúrias’".

A punição pelos deuses não é geralmente por motivos morais. As pessoas eram punidas por suas ofensas pessoais contra os deuses. Dos poucos condenados ao tormento eterno, Ixion atacara Hera, ato considerado uma infração da prerrogativa de Zeus; Sísifo disse a Esopo para onde Zeus levara à força sua filha Égira; e Prometeu salvou a raça humana dando-lhe o segredo do fogo, reservado aos deuses. A ira de Zeus foi suscitada porque ele temia pela continuação da sua tirania.

12 de outubro de 2017

Dagom

antigo testamento danilo moraes
Bíblia de Estudo Arqueológica