22 de setembro de 2017

O colete sacerdotal

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Bíblia de Estudo Arqueológica

J. A. THOMPSON - O PRIMEIRO DISCURSO DE MOISÉS: O QUE DEUS FEZ (1:1-4:43) (Parte 1)

antigo testamento danilo moraes
O PRIMEIRO DISCURSO DE MOISÉS: O QUE DEUS FEZ (1:1-4:43)

INTRODUÇÃO GERAL: MOISÉS FALA A TODO O ISRAEL - 1:1-5

Estes versículos são um exemplo típico dos parágrafos editoriais que aparecem no começo de várias divisões de Deuteronômio e também no início de outros livros do Velho Testamento, como Amós 1:1, Ezequiel 1: 1-3, etc.

1.O primeiro versículo do livro explica a natureza de todo 0 livro, que consiste das palavras que Moisés falou a todo o Israel. A expressão todo o Israel é muito comum (na verdade poder-se-ia dizer característica) em Deuteronômio, embora a expressão alternativa, os filhos de Israel, que ocorre em outros lugares no Pentateuco, também ocorra em 4:33 {cf 1:3; 32: 51; 34: 8 onde ocorre a expressão “o povo da terra”). Tais palavras eram dirigidas a toda a nação. Há indicações em outras partes do livro de que “todo 0 Israel” inclui os antepassados, a presente geração de Israel e aqueles que ainda viriam a surgir (cf 5: 3), ou seja, que a palavra de Deus através de Moisés tinha significação permanente para Israel. Num versículo posterior as palavras de Moisés são definidas como sua tentativa de explicar a lei (1:5). Assim, o livro não se propõe ser uma proclamação feita por Deus, mas uma exposição daquilo que Deus já havia falado. Somente nu­mas poucas passagens do livro Deus aparece falando na primeira pessoa (7:4; 11:13, 14; 17:3; 29:6). Como mediador da aliança, entretanto, Moisés pode ser considerando como aquele que traz a palavra de Deus ao povo.

O cenário de tal exposição da lei foi dalèm do Jordão, no deserto. O lugar específico é de difícil identificação. A frase “dalém do Jordão” podería também ser traduzida “na região do Jordão”.! O termo Arabá ê usado para descrever a área da grande fenda do Jordão, um vale que corre ao norte e ao sul do Mar Morto. Parece provável que 0 que se tem em vista aqui é a parte norte do vale (consultar o versículo 7).

13 de setembro de 2017

Santuários israelitas e a adoração antes do templo de Salomão


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Bíblia de Estudo Arqueológica


VICTOR P. HAMILTON - As Leis de Deuteronômio 12-26 (Parte 3)

victor hamilton danilo moraesAs Leis de Deuteronômio

Vida e Morte (21)

No início desse capítulo, sugeri que os últimos capítulos do códi­go legal deuteronômico seriam os mais amorfos de todos. Alguns estudiosos têm se contentado em classificar tudo o que há nos capí­tulos 21—25 sob o título de “leis diversas”. O capítulo 21 parece confirmar isso, pois encontramos o seguinte: uma lei acerca da ex­piação do homicídio quando o assassino não tiver sido detido (vv. 1­9); uma lei sobre o casamento com mulheres (solteiras?) captura­das na guerra (vv. 10-14); uma lei sobre heranças, defendendo o direito de primogenitura em um lar bígamo/polígamo (w. 15-17); uma lei sobre filhos rebeldes e contumazes (w. 18-21); uma lei so­bre o sepultamento de um criminoso executado (vv. 22,23).

Carmichael33 sustenta que todas essas leis têm em comum o fato de associarem a morte à vida de forma dramática: a bezerra que nunca trabalhou, o campo que nunca foi lavrado e a pessoa assassinada em campo aberto. A mulher capturada na guerra é raptada da casa de seus pais, por quem ela chora durante um mês, visto que provavelmente não voltará a vê-los; mas ela então se torna esposa de um israelita — uma celebração de uma nova vida. Um pai que se aproxima da morte não deve deixar de garan­tir a vida e o futuro bem-estar de seu primogênito. Os pais sábios tentam proteger a vida de seu filho por meio de conselhos e casti­gos, mas devem entregá-lo à morte se não houver mais esperança e ele se mostrar incorrigível. Permitir que o cadáver de um crimi­noso executado passasse a noite pendurado em um madeiro sig­nificaria contaminar a terra de Israel, uma terra que é viva, não estéril ou maculada. Fica óbvio que esta polarização em particu­lar — vida e morte — é exibida diante dos israelitas ao longo de todo o livro de Deuteronômio.

11 de setembro de 2017

A porta da cidade

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Bíblia de Estudo Arqueológica

RALPH L. SMITH - Quem é Deus como Javé? (Parte 1)

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Quando Moisés e Arão ordenaram em nome de Javé que libertasse Israel, o faraó perguntou: "Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Nao conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel" (Êx 5). O faraó não sabia quem era Javé e, por isso, recusou-se a libertar Israel. Sua recusa resultou nas pragas do Egito. Terminadas as pragas, todos no Egito, inclusive o faraó e os israelitas, sabiam quem era Javé (Êx 7.5, 17; 8.10, 22; 9.14-16, 29; 10.2; 11.7; 12.31-32; 14.4, 18, 30). Javé revelou quem ele era por meio do que fez. Com sua mão poderosa e seu braço estendido, livrou da servidão um grupo de escravos. Ele provou ser um Deus de compaixão, poder e propósito. 

Uma coisa é perguntar por ignorância ou desprezo: "Quem é Javé?". Outra, é perguntar em compromisso e fé: "Quem é Deus como Javé?" —indicando que não há nenhum comparável a ele.[1] O Antigo Testamento afirma com freqüência que Javé é incomparável. No Cântico do Mar, a pergunta é: 



Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses?
Quem é como tu, glorificado em santidade,
terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?
(Êx 15.11) 

O salmista disse: 

O teu caminho, ó Deus, é de santidade. 

Que deus é tão grande como o nosso Deus?
Tu és o Deus que operas maravilhas
e, entre os povos, tens feito notório o teu poder.
Com o teu braço remiste o teu povo,
os filhos de Jacó e de José. 

(SI 77.13-15) 

Pois quem nos céus
é comparável ao Senhor?
Entre os seres celestiais,
quem é semelhante ao SENHOR?
(SI 89.6) 

Miquéias perguntou: